Ministério Público pede à Justiça que condene

os acusados de furto do Enem

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) pediu a condenação por corrupção passiva e violação de sigilo funcional dos cinco envolvidos no furto e vazamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ocorrido em 2009.
Imagens da câmera de segurança do circuito interno da gráfica mostram o momento em que ocorreu o furto das provas do Enem
Entenda o caso do furto do Enem
Os acusados são Felipe Pradella, Marcelo Sena, Filipe Ribeiro Barbosa (todos ex-funcionários temporários do consórcio Connasel, que era responsável pela logística do Enem), Gregory Camillo (DJ e suposto responsável por intermediar a venda da prova) e Luciano Rodrigues (publicitário e que supostamente também fazia o contato com a imprensa).
Os três primeiros teriam furtado a prova de dentro da gráfica. Já os dois últimos são acusados de negociarem o exame com a imprensa, função que Pradella também teria executado.
O processo judicial entrou na última fase antes da sentença, a dos memoriais - a acusação e a defesa apresentam suas conclusões do caso para o juiz.
O prejuízo causado pelo furto foi enorme, segundo a Procuradoria. O ministro da Educação, Fernando Haddad, estimou na época que o gasto com a reimpressão das provas foi de R$ 45 milhões, cerca de 30% do valor total da licitação do processo seletivo (R$ 148 milhões).
Os procuradores do caso afirmam que os prejuízos causados talvez nunca sejam corrigidos. Mesmo assim, eles defendem a fixação de um valor mínimo de reparação dos danos materiais e morais.
- Os denunciados não aparentam possuir recursos suficientes para reparar tão vultosos danos.
Mais de 4,1 milhões de estudantes prestariam o exame e foram atingidos, pois várias universidades desistiram de usar o resultado do Enem como substituto dos vestibulares devido aos atrasos causados com o vazamento.
Um dos réus também é acusado de extorsão, por cobrar R$ 10 mil de uma jornalista para "não fazer mal" a ela.

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