Terremoto no Japão

Polícia calcula em cerca de 900 os mortos em terremoto e tsunami

O número de mortos do terremoto e tsunami devastadores que arrasaram a costa leste da ilha de Honshu (norte) se aproxima de 900, informou a polícia este domingo (hora local).
O porta-voz do governo, Yukio Edano, havia declarado mais cedo que "mais de mil pessoas podem ter perdido a vida".
O terremoto, de margnitude 8,9, o mais forte registrado no Japão, se seguiu de um tsunami com ondas que chegaram a mais de 10 metros, submergindo cidades inteiras e destruindo totalmente ou parcialmente mais de 12.250 residências e construções.
A polícia nacional informou, em um comunicado divulgado quase dois dias depois da catástrofe, as mortes confirmadas de 688 pessoas, às quais se somam "pelo menos os 200 a 300 corpos confirmados pela polícia de Sendai".
Sendai é a capital da província de Miyagi, que foi engolida por uma onda de 10 metros de altura. As autoridades locais declararam ter encontrado entre 200 e 300 corpos em uma praia da cidade.
A polícia nacional acrescentou ao balanço 642 pessoas desaparecidas na catástrofe que deixou 1.570 feridos.
Outros 300 a 400 corpos encontrados pelo exército no porto de Rikuzentakata (nordeste) não figuram ainda no comunicado oficial da polícia.


Aumenta para 100 mil número de militares para ajudar vítimas do tremor
O Governo do Japão duplicará para cem mil o número de militares desdobrados nas zonas devastadas pelo terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala aberta de Richter que na sexta-feira sacudiu o nordeste do país, informa a agência "Kyodo".
Cinquenta mil soldados adicionais serão enviados nas próximas horas para ajudar nos trabalhos de resgate em uma ampla faixa do litoral oriental, golpeada pelo forte terremoto e o devastador tsunami da sexta-feira, que arrastou tudo em seu caminho.
Na operação também participam 25 navios da Marinha, que procuram os desaparecidos em alto-mar.

Outro reator da usina de Fukushima apresenta problemas de refrigeração
 Outro reator da usina nuclear de Fukushima (nordeste do Japão) apresentou neste domingo (horário local) problemas em seu sistema de refrigeração, depois que no sábado foi registrada uma explosão nessa central, informa a agência local "Kyodo".
Cerca de cem mil pessoas foram evacuadas nas imediações dessa usina nuclear após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter e o posterior tsunami da sexta-feira, que causou pelo menos 687 mortos e deixou 650 desaparecidos em toda a costa leste do Japão.
O ministro porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse que os responsáveis da central estão tentando esfriar o reator número três da usina 1 de Fukushima e que vai liberar vapor radioativo de forma controlada.
Segundo a agência "Kyodo", cerca de 15 pessoas foram expostas a radiatividade na área de Fukushima e se investiga se o mesmo ocorreu com outros nove ocupantes de um ônibus que fugiam da região.
A central de Fukushima, a cerca de 270 quilômetros de Tóquio, tem seis reatores nucleares, que registraram problemas em seu mecanismo de refrigeração por causa da paralisação criada pelo terremoto da sexta-feira.

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