Tragédia no Japão


Oficialmente mais de 1.800 mortos
Devido a terremoto e ao tsunami que castigaram o nordeste do Japão na última sexta-feira (11) o número de mortos é de 1.834, de acordo com novo balanço do governo, divulgado pelo serviço em inglês da emissora japonesa NHK.
A mesma fonte divulgou que há ainda 15 mil pessoas desaparecidas – mais de 9.000 delas apenas em uma cidade duramente atingida pelas ondas gigantes, Minamisanriku, na Província de Miyagi.
O Japão enfrentou o maior terremoto em intensidade já registrado em sua história, com 8,9 graus na escala Richter, de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos, que provocou um tsunami de grandes proporções. O desastre pode se tornar também o mais caro na história do país.
Além disso, caso muitos dos desaparecidos não sejam encontrados com vida, a tragédia pode superar em número de vidas perdidas ao terremoto que atingiu duramente a cidade de Kobe em 1995 e deixou mais de 6.000 mortos.
Ao total, 91 países e territórios ofereceram ajuda ao Japão. Em geral, a solidariedade vem com o envio de equipes de resgate e de suprimentos como água.
País se preocupa com reatores nucleares
Além de calcular estragos, ajudar as vítimas, socorrer os ilhados e resgatar os corpos dos mortos, o Japão também lida com uma crise nuclear. Nesta segunda-feira (14), o país enfrentou mais uma explosão no complexo nuclear de Fukushima Daiichi – uma já havia ocorrido no último sábado (12).
As autoridades informaram que não há o risco de um acidente de grandes proporções na região. O reator resistiu à explosões ocorridas. No entanto, o jornal americano The New York Times informou em uma reportagem com especialistas nucleares, que mesmo um incidente pequeno pode levar semanas ou meses até ser completamente solucionado.
Os reatores perderam a capacidade de resfriamento e o governo usa água do mar para tentar controlar a situação.

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