Atirador de escola deixou carta dizendo que iria se matar

O primeiro ataque do ex-aluno aconteceu há duas quadras da escola

Evelyn Moraes e Felipe Oliveira
Reprodução / Agência Estado

Identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, o atirador que matou pelo menos 12 crianças e feriu outras 22 dentro de uma escola pública de Realengo, na zona oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira (7), tinha uma carta na qual informava que iria se matar.
Segundo a Polícia Civil, na carta havia menções ao Islamismo e referências ao terrorismo. Ele também se dizia revoltado por ser portador de HIV.
Wellington entrou na escola com um colete à prova de balas, usava roupa preta e luvas.
De acordo com policiais civis e militares que estão no local, o primeiro ataque aconteceu a duas quadras da escola, quando Wellington atirou em duas crianças. Elas foram socorridas por um bombeiro, que chamou a polícia.
O bombeiro Ronnie Macedo, de 22 anos, conta que havia acabado de deixar o quartel de Realengo quando testemunhou o primeiro ataque, que aconteceu a duas quadras da escola por volta de 8h30. Ele se deparou com duas crianças feridas correndo desesperadas, uma delas com um tiro na cabeça.
- Vi duas crianças com muito sangue e resolvi ajudar. Por sorte, consegui socorrer a menina que levou um tiro na cabeça.
Ainda não se sabe se Wellington, que é era ex-aluno da escola, já havia premeditado o massacre. Já dentro da unidade, ele abriu fogo contra dezenas de pessoas, a grande maioria alunos com idades entre 9 e 14 anos.

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