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"Vocês estão de palhaçada"

Mesmo após o Palmeiras vencer o Grêmio Prudente por 2 a 0, no jogo realizado no sábado (9), o técnico Luiz Felipe Scolari demonstrou irritação com os repórteres durante a entrevista coletiva. O treinador da equipe alviverde não respondeu algumas perguntas dos jornalistas e em outras ocasiões deu "respostas monossilábicas", como mencionou um dos profissionais.

Parte 1: a briga

Felipão afirmou que estava indignado que com a vitória palmeirense os repórteres insistiam em falar da discussão que ocorreu entre o atacante Luan e o meia chileno Jorge Valdívia. "Meu time vence e até agora, as quatro perguntas, foram sobre a briga. E sobre isso eu não vou falar", reclamou.
"Vou fazer uma pergunta diferente para que você fale e eu também não fique sem respostas", disse o repórter da rádio Estadão ESPN Eduardo de Meneses, demonstrando uma certa indignação, compartilhada por todos os cronistas que participaram da coletiva.

Parte 2: "palhaçada"

Com os repórteres aparentemente cansados de ficarem sem respostas sobre a discussão envolvendo os dois atletas do Verdão, perguntas a respeito do desempenho do time começaram a surgir seguidas pelas respostas do treinador. Porém, Felipão voltou a sair do sério quando foi questionado se ele proibia os jogadores de falaram durante o intervalo das partidas.
"Parece que aqui no Palmeiras tem a ordem para os jogadores não falarem durante o intervalo, mas o Thiago Heleno como fez o gol, o momento era dele, conversou com a imprensa. Quando o time não está bem, ninguém fala. Queria saber se essa ordem de não falar não vale quando o momento é bom?", disse o repórter.
"Chega desse papo, toda hora essa conversa de que o Felipão não deixa ninguém falar. Você está mentindo, eu não dou ordem nenhuma para os jogadores falarem ou deixarem de falar com vocês. Vocês estão de palhaçada, não existe ordem para não falar", retrucou Felipão. Mesmo com vitória do Palmeiras, Felipão voltou a discutir com a imprensa. 

Parte 3: a contradição

"Mas porque em alguns momentos os jogadores conversam com a imprensa, no intervalo, e em outros, não?", perguntou o profissional. Ao ouvir o repórter, o treinador, que comandou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, caiu em contradição: "No intervalo não é pra falar mesmo e vocês estão cansados de saber isso, mas é ordem de cima, da diretoria. Não é o Felipão que manda eles (os jogadores) não falarem", argumentou Felipão, ao afirmar que existe uma ordem para os jogadores da equipe não concederem entrevista durante o intervalo das partidas.
"Então eu não estou mentindo, conforme você disse anteriormente. Em nenhum momento disse que a ordem partiu de você, apenas informei que ela existia, o que foi confirmado por você agora", afirmou o repórter.

“Muito chato"

Além dos repórteres, as recentes discussões entre Scolari e imprensa têm chamado a atenção de outros jornalistas esportivos. No sábado, durante a transmissão do Balanço Final, da Rádio Globo, que teve apresentação de Roberto Lioi, o comentarista Marcelo Bechler disse que “Felipão não sabe sair pela tangente. Nesse assunto, qualquer outra pessoa daria uma versão do clube para tentar acalmar o ânimo da imprensa. Agora, desse jeito, só gera mais comentários a respeito da discussão entre Valdívia e Luan.
Outro comentarista, Mauro Beting, da Rádio Bandeirantes, em contato com o Comunique-se, relembrou a recente ameaça que o técnico fez a Rodrigo Bueno, repórter da Folha de S. Paulo, pela divulgação do salário recebido por Scolari. “Vou buscar quem escreveu essas coisas no inferno”, disse o técnico, na época.
“Gosto muito do Felipão, baita profissional, mas ele está muito chato”, disse Beting.


Paulinho Vilhena cospe no rosto de repórter do "CQC"

Depois de cuspir no rosto do repórter Rafael Cortez, do "CQC", da Band, o ator Paulinho Vilhena pediu desculpas, por meio do Twitter, pelo incidente que foi exibido na última segunda-feira (11), mas salientou que sua atitude foi uma reação "ao jornalismo sensacionalista". 
“Esse tipo de jornalismo sensacionalista leva a isto e não soube me ponderar na hora. Peço desculpas para as mães, pais e crianças que assistiram a cena. Não foi minha intenção ofender ninguém", explicou o ator, que não citou o nome de Rafael em seu pedido de desculpa, informa o Extra Online. 
Após abordar personalidades que foram convidas a participar de um desfile, Rafael Cortez perguntou ao ator, atualmente na novela "Morde e Assopra", da Globo, o que eles poderiam fazer como símbolo da masculinidade.
"Qual a coisa mais macha, ogra, que a gente poderia fazer agora. Sei lá, um arroto, cutucar o nariz, dar uma coçada, uma escarrada?", indagou o repórter.
Vilhena respondeu: "Podia cuspir na sua cara". Nisso, Cortez rebateu: "Manda, tenta". A resposta foi uma cusparada na cara do repórter, que tentou amenizar. "Minha vez, posso ir? Deixa eu revidar em você?". O ator se virou e foi embora.
Por meio do Twitter, Cortez comentou o caso: "Ele cuspir, não foi o problema pra mim. Mas sair fora assim, sem me dar chance de resposta, foi feio. Quer ser valentão? Não foge. Feio. Mas o fato é: todo mundo pode ver quem é esse astro da nossa TV, que há muito se notabiliza pela estupidez e covardia. Tirem suas conclusões".


Pânico na TV deve pagar R$ 100 mil por jogar baratas em mulher

O grupo da Rede TV deve pagar a indenização por “brincadeira” feita para apresentação de um quadro do program. A condenação teve por base filmagens no qual um dos humoristas jogou baratas vivas sobre uma mulher que passava na rua. A Quarta Turma entendeu que a suposta brincadeira foi um ato de ignorância e despreparo. O valor repara não só os danos morais, como a veiculação de imagens feita sem autorização.
A condenação havia sido fixada em 500 salários mínimos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Mas, segundo o relator da matéria na Quarta Turma, ministro Aldir Passarinho Junior, a quantia era elevada. Esse valor é o que STJ geralmente arbitra para casos mais graves, como morte ou lesão física considerável, como perda de um membro em acidente de trabalho. O ministro ressaltou, entretanto, que o ato merece reprovação, quer pelo dano psíquico sofrido pela parte, quer pela ridicularização imposta à transeunte.

Veja se livra de indenização de Marta Suplicy

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não acatou o pedido de recurso especial da senadora Marta Suplicy (PT), que movia ação desde 2007 contra a revista Veja, da Editora Abril, após receber a alcunha de “perua”. Na decisão do Tribunal, a expressão não é considerada uma grave ofensa à honra de Marta, uma vez que a palavra “perua” referia-se apenas a “sua maneira de se vestir”.
Quando o caso ainda era julgado em primeira instância, a condenação era de R$ 35 mil.
“A expressão ‘perua’, no contexto da matéria, foi nitidamente empregada para destacar o estilo pessoal da apelada, marcado neste particular, pela elegância no vestir. Note-se, a propósito, que a veiculação trata à recorrida como a ‘esfuziante ex-prefeita’, reforçando a ideia de que a expressão foi utilizada para fins de simplesmente ressaltar o estilo pessoal da autora, nada mais”, conclui o STJ sobre o processo.

Não foi a primeira vez

Os advogados que representavam a publicação argumentaram que a senadora Suplicy, em reportagem da revista Época, da Editora Globo, foi tratada como “perua paulista”. Entretanto, não houve qualquer intenção da política em processar o veículo.


Jornalistas de afiliada da Globo protestam no Twitter

Enquanto alguns jornalistas são demitidos por conta de comentários no Twitter, um grupo de funcionários da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo, utiliza o microblog anonimamente para protestar o descumprimento dos direitos profissionais e as constantes demissões. Com cinco dias no ar, o perfil @salveatvse acumula 840 seguidores. “Tive a ideia de levar a conversa pra rede para conseguir o apoio popular que queríamos”, revela um dos moderadores.
O marco deste desentendimento entre direção da TV Sergipe, liderada por Paulo Siqueira, e parte da equipe de jornalismo foi a não exibição do telejornal Bom Dia Sergipe, forçada pelos empregados, na segunda-feira (4). Naquele mesmo dia, funcionários de diversas áreas do canal paralisaram suas atividades, reunindo-se em frente à emissora para manifestar o descontentamento com a atual administração.
As publicações no Twitter são diárias, sindicatos e profissionais do jornalismo, inclusive ex-membros da própria TV Sergipe, enaltecem a atitude dos jornalistas e apoiam a denúncia. “Acho que demos um tiro certeiro com a criação do SalveTVSE, porque a repercussão foi maior do que esperávamos. Tivemos apoio de jornalistas como a Leda Naglie, Beatriz Castro, pelo twitter e comentário até no Blog do Noblat, que é de O Globo”, respondeu.

Posts de seguidores
@Yaainni: “Parabéns aos jornalistas que continuam na luta, destaque ao @salveatvse que ta aí mostrando pra que vieram. Liberdade de expressão #sempre!”

@FENAJOFICIAL: “Lançado movimento @salveatvse Profissionais cobram respeito na empresa afiliada da Rede Globo”

@fpvasconcelos: “E o TT mais uma vez prova a sua força. Parabéns @salveatvse!”

Direitos animais na mídia

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), criada há dois anos pela jornalista Silvana Andrade, tem feito barulho nas redes sociais. O site conseguiu pautar a imprensa para o desaparecimento do cachorro Pinpoo, que sumiu da transportadora da Gol, e foi encontrado após a repercussão na mídia. A Agência tem como meta levar o tema direitos animais aos veículos de comunicação.

Trabalho voluntário

A ANDA não tem patrocínio e todo o trabalho é voluntário. A agência conta com três jornalistas na redação, além de colaboradores internacionais e 40 colunistas. “Queremos ser fonte para a imprensa, tanto para a pauta, com fontes, como para trazer um novo olhar. A proposta é que sejam criadas editorias específicas nos veículos de comunicação sobre os direitos animais. Tem muita crueldade sendo cometida”, afirma Silvana, jornalista há 27 anos.

Audiência

A agência tem hoje cerca de 500 mil visitas únicas por mês. A ANDA é acessada regularmente em 75 países e figura entre os 60 mil sites mais acessados no mundo e entre os 1,4 mil mais acessados no Brasil, num ranking de 50 milhões, acompanhado pelo Alexa.com. Com Twitter e Facebook, o site conta com mais de 17 mil seguidores e amigos.
No começo deste ano, a agência foi reconhecida pelo Prêmio Internacional de Compaixão Mundial, que já foi conferido a personalidades como Al Gore e Zilda Arns. Recentemente a equipe da ANDA também foi convidada para apresentar a agência nos Estados Unidos.

Agência busca colaboradores

Silvana trabalha em busca de colaboradores, patrocínio e publicidade. “Estamos em busca de voluntários e patrocínio. Qualquer pessoa também pode enviar notícias para o site, no canal ‘Você é o Repórter’”, convida a jornalista.



Rock in Rio: topo do ranking nas principais redes sociais

Faltando pouco mais de cinco meses para a quarta edição brasileira do Rock in Rio, o evento já alcançou uma marca significante no cenário das redes sociais. O número de seguidores e fãs da marca Rock in Rio, somando o Orkut, Facebook e Twitter, chegou na casa dos 630 mil internautas, o que leva a marca do evento à liderança no ranking no segmento de festivais de música das redes sociais mais populares do mundo.
Para celebrar a marca atingida na internet, o Rock in Rio lançou na sexta-feira (8) uma campanha nacional informando ao grande público da conquista virtual nas redes sociais. A campanha, intitulada "Rock in Rio Hoje, o maior festival do mundo também nas redes sociais", será veiculada nos principais jornais do país.

                    
Linguagem e agilidade. curso online de Radiojornalismo

A Escola de Comunicação do Comunique-se realizará, na próxima quarta-feira (13), mais uma edição da oficina Radiojornalismo, que discute a importância de uma linguagem adequada para o noticiário do dial. A objetividade das notícias e os diferenciais para se destacar neste mercado competitivo são outros assuntos que serão trabalhados.
O atual momento do rádio, o trabalho das emissoras para manterem seus espaço na mídia e a utilização de novas tecnologias no meio também serão temas abordados na oficina de Radiojornalismo. Com 15 anos de experiência em rádio, a jornalista Luciana Ferreira irá comandar o curso. Atualmente, ela é repórter da Jovem Pan e apresentadora da Web TV da emissora.
Nesta edição, o curso será organizado e transmitido online. Mais informações estão disponíveis no site da Escola de Comunicação.

Embaixador se nega responder repórter

Na última terça-feira (5), durante uma entrevista sobre a participação dos EUA em ataques aéreos na Líbia, o embaixador norte-americano na Nicarágua, Robert Callahan, perdeu a calma, noticiou o La Prensa.
Ao ser questionado seguidas vezes pelo repórter Giovanni Loásiga sobre supostos assassinatos de civis na Líbia, o embaixador perdeu a compostura e afirmou que não responderia questões para um "funcionário do governo", informou o El Nuevo Diario
"Eu estou farto de tudo, é apenas uma provocação", vociferou. "Terei prazer em responder às perguntas dos jornalistas, dos jornalistas de verdade ", disse. 
O embaixador disse, ainda, que quando profissionais do Canal 4 pretendiam viajar para os EUA para cobrir um evento na Organização das Nações Unidas há dois anos, autoridades pediram para que recebessem um "visto oficial e não um visto de jornalista", alegando que seriam funcionários do governo, noticiou o La Jornada.   

Lady Gaga será editora-chefe por um dia

A cantora foi convidada pelo jornal Metro para ser editora-chefe por um dia da publicação a partir do escritório central, em Londres, Reino Unido. 
Estrela da música pop, Gaga responderá pela edição de textos e pautas referentes a temas como igualdade e respeito ao próximo. A cantora irá selecionar as matérias referentes ao assunto e anexar comentários. Os textos selecionados por Gaga serão distribuídos por edições do Metro em 20 países. A previsão é que ela trabalhe com o jornal no dia 17 de maio, semana em que lança oficialmente seu novo álbum, o "Born This Way".


SIP elogia postura do governo Dilma em relação à mídia

Um informe divulgado na última quinta-feira pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP- sigla em espanhol), após a Reunião de Meio de Ano em San Diego, Califórnia, elogia a "mudança de estilo" de Dilma em relação à imprensa e ressalta as diferenças em tratar os meios de comunicação da atual presidente e seu antecessor, segundo a Folha de S.Paulo.
"Ao contrário do ex-presidente Lula, que com frequência fazia comentários que revelavam sua irritação com a atuação de meios de comunicação independentes, a atual governante não é dada a pronunciamentos polêmicos", diz o informe sobre o Brasil.
"E, desde seu primeiro discurso como presidente eleita fez questão de afirmar seu compromisso com o respeito à liberdade de imprensa."
O texto foi lido pelo vice-presidente da SIP no Brasil, Paulo de Tarso Nogueira, também representante do Comitê de Liberdade de Expressão da Associação Nacional dos Jornais.

Tragédia no RJ: cobertura equilibrada ou sensacionalista?


Como cobrir um fato que por si só já é sensacional? A cobertura da tragédia em Realengo, que fez 12 vítimas fatais na última semana, tomou conta das capas dos jornais brasileiros, dos telejornais e repercutiu na imprensa internacional. Além de mostrar imagens das crianças baleadas, muitos veicularam fotos e vídeos do corpo de Wellington Menezes de Oliveira, 23, após disparar contra os alunos da escola municipal Tasso da Silveira.

O jornal Extra, por exemplo, colocou as imagens de algumas das vítimas fatais enfileiradas, com o fundo manchado de sangue, e a manchete: ‘Vira pra parede que eu vou te matar’, frase dita por Wellington aos alunos antes de efetuar os disparos. O jornalista Danilo Angrimani, autor do livro Espreme que Sai Sangue – um estudo do sensacionalismo avalia que esse é o perfil do jornal, que atende aos leitores das classes populares. “Esse é o perfil do Extra, as pessoas querem esse tipo de abordagem, se ele não seguir esse perfil, perde seus leitores”.

Para Angrimani, a cobertura geral do caso foi ágil e sem exageros. “Foi uma cobertura expecional, de resposta imediata e com rigor jornalístico. A polícia falava que o assassino estava morto, mas os parentes das vítimas estavam desesperados e a TV foi a primeira a mostrar a imagem do assassino morto, isso tranquilizou um pouco as pessoas”.

Segundo Angrimani, a espetacularização da notícia é diferente do sensacionalismo. “Podemos discutir a espetacularização da notícia, que é o fato o tempo todo se repetindo nos veículos. O sensacionalismo é diferente, é hiperdimensionar um caso que não é tão grave. Mas este caso por si só já é sensacional, as pessoas só falam disso nas ruas, a mídia tinha que falar, eu não vi sensacionalismo”, declara.

Cobertura irresponsável

O jornalista e sociólogo Laurindo Leal Filho, professor da ECA/USP, discorda e vê um desserviço na cobertura. “A cobertura foi de uma irresponsabilidade total. A mídia tem que passar as informações, o que passa disso é espetáculo. As emissoras sérias do mundo têm uma regra: nunca ampliar o sofrimento das pessoas, principalmente das crianças. Aqui, até entrevistam as crianças, vítimas da tragédia”.

Laurindo destaca que a cobertura do caso não tem uma preocupação social, mas mercadológica. “Virou assunto até em programa de variedades, é o interesse mercadológico, que transforma a dor em um grande espetáculo. Infelizmente virou um grande negócio para aqueles que têm a vida medida por índices de audiência”, critica.

Para ele, os telejornais passam dos limites, já que não seguem classificação indicativa, como filmes e novelas. “Os telejornais não estão regulados pela classificação indicativa e por isso podem colocar isso no ar. É um crime contra as crianças”.


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A Visão La Flora pergunta:

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