Bom dia! Manchetes dos jornais desta quinta-feira

Querido leitor, divulgamos as manchetes dos principais jornais e a sinopse dos mesmos para que você não perca seu tempo procurando. Gostou da notícia? Comente e dê sua opinião!

O Globo 
Manchete: Petrobras prevê aumento da gasolina. Mantega nega
Gabrielli diz que será preciso acompanhar alta do barril no exterior

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou atrás e admitiu ontem que poderá subir o preço dos combustíveis nas refinarias, o que acabaria sendo repassado aos postos de gasolina. Ele lembrou que não há aumento desde 2009, apesar de o preço do barril de petróleo, só nos últimos dois meses, ter saltado de US$ 100 para US$ 122 no mercado internacional. Nas bombas, o consumidor do Rio já está pagando mais de R$ 3 pelo litro de gasolina - 23,6% a mais do que a média de 2009. Sem saber das declarações de Gabrielli, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "não está prevista nenhuma alta da gasolina no Brasil". Recentemente, a Petrobras chegou a anunciar que importaria gasolina para atender a demanda crescente. (Págs. 1, 21 e Miriam Leitão)
Sorria, o metrô um dia chega à Barra
Obra ficará pronta só em 2016

O trecho de metrô entre a Praça General Osório, em Ipanema, e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, vai receber passageiros, mas só em maio de 2016, faltando apenas três meses para os Jogos Olímpicos. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, admitiu ontem que o cronograma apertado não permitirá a conclusão da estação da Gávea em menos de cinco anos. As estações vão operar como se fossem uma extensão da linha atual, com tarifa normal (R$ 3,10). (Págs. 1 e 13)
Governo tenta, de novo, conter dólar baixo
Com o dólar ameaçando romper o piso de R$ 1,60, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a elevação para 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em empréstimos no exterior de empresas e bancos com prazo de até dois anos. Semana passada, já tinha subido o IOF para transações de até um ano e para compras no cartão de crédito. Para analistas, a medida será inócua. (Págs. 1 e 23)

Merval Pereira

Mais uma vez a montanha pariu um rato e só reforça o descrédito de Mantega no mercado. (Págs. 1 e 4)
Cai delegado que evitava a Linha Vermelha
O delegado titular da 64ª DP (Vilar dos Teles), A1mir Queiroz, foi afastado do cargo pela Chefia de Polícia Civil, após admitir que à noite não passa pela Linha Vermelha. Ali, 20 pessoas sofreram arrastão anteontem. (Págs. 1 e 18)
Kadafi implora a Obama por fim de ataques
Numa carta de três paginas, o ditador líbio, Muamar Kadafi, apelou ao presidente dos EUA para que suspenda os ataques da Otan. Ele desejou sorte na reeleição a Obama, a quem chamou de querido filho. (Págs. 1 e 31)
Foto legenda: Polícia de bueiros
Policiais acompanham perícia em bueiro de Copacabana. O objetivo era checar se a Light usa na galeria óleo ascarel, proibido há dez anos. O vice-governador responsabilizou antigas diretorias da empresa pelas explosões. (Págs. 1 e 14)
Pai e filhos são suspeitos de homofobia
Um fazendeiro e seus dois filhos, de 17 e 13 anos, são suspeitos do assassinato, a facadas, da namorada da filha dele, em Goiás. Para a polícia, o crime foi motivado por homofobia. O pai está preso, e os filhos, apreendidos. (Págs. 1 e 11)
Portugal pede socorro à União Europeia
Portugal tornou-se o terceiro país da região a pedir socorro para sair da crise financeira. Até agora, Grécia e Irlanda receberam recursos de União Europeia e FMI. A previsão é que o país receba entre € 60 bi e € 80 bi. (Págs. 1 e 22)
Carlos A. Sardenberg
No keynesianismo brasileiro, o governo patrocina intervenção numa empresa privada campeã. (Págs. 1 e 6)
Aécio faz chamado à oposição e critica gestão do PT (Págs. 1, 3 e 4)
Ancelmo Gois
Até fim de maio, Lula já terá faturado seu primeiro milhão de dólares como conferencista. (Págs. 1, 16 e 17)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Petrobras agora admite que gasolina pode subir
Estatal vinha descartando repasse da alta do petróleo; para Mantega, não há aumento previsto

Em mudança de discurso, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli disse que em SP que, se o preço do petróleo continuar no patamar atual, haverá reajuste nos combustíveis no país.

Em Brasília, o ministro Guido Mantega afirmou que não há previsão de alta. (Págs. 1 e Mercado B1)
Foto legenda: Com gás
Soldado pró-oposição usa máscara em Abidjã (Costa do Marfim); em
'bunker', o presidente Gbagbo se recusa a deixar o poder (Págs. 1 e Mundo A18)
Governo mexe de novo no IOF para tentar segurar dólar
O governo modificou a cobrança do IOF de 6% nos empréstimos externos em mais uma tentativa de conter a valorização do real. O prazo foi ampliado para operações com prazo de até dois anos - antes era um.
No trimestre, a entrada líquida de US$ 35,6 bilhões foi recorde. (Págs. 1 e Poder A15)
Crise da dívida obriga Portugal a pedir ajuda à União Europeia
Com a dívida pública em alta, o premiê demissionário de Portugal, José Sócrates, foi à TV anunciar a decisão do país de pedir ajuda financeira à União Europeia.

Para analistas, o resgate pode chegar a € 80 bilhões (R$ 184 bilhões). Antes, Grécia e Irlanda haviam recebido empréstimos. (Págs. 1 e Mundo A16)
Lula despreza novo relatório da PF relativo ao mensalão
O ex-presidente Lula ironizou, nos EUA, o impacto de novo relatório da PF que aponta uso de dinheiro público no mensalão, informa Andrea Murta.

Após palestra sobre educação na Microsoft, Lula disse a jornalistas que, caso o documento entre nos autos, o processo "só vai ser julgado em 2050". (Págs. 1 e Poder A4)

“Poucos têm a criatividade natural do povo brasileiro, possivelmente porque temos muitas praias. Quem mora na beira da praia é mais alegre, feliz e criativo.
Lula, em palestra na Microsoft
Congresso decide suspender novas concessões de TV (Págs. 1 e Poder A8)
Eliane Cantanhêde
Dilma vai se calar na China diante de prisão política? (Págs. 1 e Opinião A2)
Marion Strecker
Internet obrigou os veículos a criar para si uma nova vida. (Págs. 1 e Mercado B13)
Mônica Bergamo
MinC compra todo acervo de cenas de futebol do Canal 100. (Págs. 1 e E2)
Editoriais
Leia "Continência", sobre a relação entre a presidente Dilma Rousseff e os militares, e "Congestão paulistana", que comenta a situação do trânsito em SP. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo amplia IOF para conter dólar
Imposto incidirá sobre empréstimos de prazo mais longo no exterior; Mantega diz evitar medidas 'drásticas' por causa de 'efeitos colaterais'

Preocupada com a valorização do real e com o aumento do crédito no País, a Fazenda decidiu estender a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todos os empréstimos tomados fora do País com prazo inferior a dois anos. A medida tem como objetivo reduzir a entrada de dólares e, com isso, evitar uma alta ainda mais forte do real. O ministro Guido Mantega negou que esteja adotando soluções a conta-gotas, mas admitiu que está evitando “tomar medidas mais drásticas", porque elas “têm efeitos colaterais". O anúncio da nova medida, quando o dólar esteve prestes a romper a marca de
R$ 1,60, evidenciou a estratégia do governo de defender pisos informais para o câmbio. O padrão de sempre o mesmo: quando o dólar ameaça ultrapassar uma taxa considerada simbólica, a equipe econômica acena com novas medidas e, algum tempo depois, ações são efetivamente acionadas. (Págs. 1 e Economia B1)

Entrada de dólar é alta

Apesar das medidas para evitar uma valorização maior do real, o fluxo de dólares para o País continua forte. As entradas de dólares superaram as saídas em USS 35,59 bilhões no primeiro trimestre, informou o Banco Central. Esse valor supera em 46,2% o registrado em todo o ano passado. (Págs. 1 e Economia B3)
Avião de Dilma dá 'carona' a amiga do comandante
O comandante do avião da Presidência, coronel Geraldo de Lyra Junior, infiltrou uma amiga no voo que levou Dilma Rousseff para Natal no carnaval. O episódio abriu uma crise no Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança da presidente. A "convidada" disse que Dilma não sabia de sua presença e que sua mala foi parar no gabinete presidencial. (Págs. 1 e Nacional A4)
Foto legenda: Aécio faz defesa de FHC
Aécio Neves e José Serra no plenário do Senado, onde o senador mineiro discursou; ele defendeu a herança de FHC, elogiou Lula e disse que, "entre os interesses do País e a conveniência do partido, o PT escolheu o PT". (Págs. 1 e Nacional A8)
Portugal recorre à UE para evitar insolvência
O governo de Portugal admitiu que vai recorrer com urgência aos recursos da União Europeia para evitar a insolvência de suas contas. "O país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros", disse o ministro Fernando dos Santos (Finanças). O anúncio foi feito 15 dias após o Parlamento rejeitar pacote de austeridade. (Págs. 1 e Economia B15)
Gasolina pode subir se petróleo mantiver alta
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que o preço da gasolina e demais derivados do petróleo poderá subir se o preço do ó1eo se mantiver no nível atual. O ministro Guido Mantega (Fazenda) negou enfaticamente. Cidades do interior de São Paulo ficaram sem gasolina por algumas horas nos dois últimos dias. (Págs. 1 e Economia B4 e B5)
Um país que envelhece
Estudo do Banco Mundial aponta que o Brasil envelhece rapidamente e, em 2050, tem em termos proporcionais mais idosos do que o Japão. Os benefícios e prejuízos que a mudança trará ao País dependerão das políticas públicas. O estudo alerta que "os países ricos primeiro ficaram ricos, depois ficaram velhos". (Págs. 1 e Economia B6)
Golfo articula saída do ditador do Iêmen
Os governos da Arábia Saudita e de outros países do Golfo articulam acordo para que o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, entregue o poder a um conselho tribal e político. Há dois meses o Iêmen enfrenta onda de protestos, reprimidos com violência por Saleh, no cargo há 33 anos. (Págs. 1 e Internacional A14)
Projeto do novo Código Florestal deve mudar (Págs. 1 e Vida A22)
Dora Kramer
Punhos de renda

Aécio Neves mostrou prestigio ao levar políticos em profusão para ouvi-lo no Senado, mas não deu razões ao governo para perder seu sereno sono. (Págs. 1 e Nacional A6)
Eugênio Bucci
TV pública é TV laica

Se a direção da TV Brasil conseguir suspender a transmissão de missas católicas e cultos evangélicos, será um feito bíblico. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas & Informações
STJ derruba 'Castelo de Areia'

O julgamento do recurso da Camargo Corrêa foi decisivo para reforçar o império da lei. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense
Manchete: Pandora, uma novela sem data para acabar
Revelado ao país pela Operação Caixa de Pandora, o maior escândalo de corrupção da história de Brasília pôs em evidência ontem três de seus personagens: o ex-procurador-geral de Justiça Leonardo Bandarra, a promotora Deborah Guerner e a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Em julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público, o relator do processo defendeu pena máxima — a expulsão do serviço público — para Bandarra e Deborah, acusados de corrupção, extorsão e formação de quadrilha. Um pedido de vista suspendeu a sessão, que já durava oito horas, após dois conselheiros acatarem integralmente o voto do relator. O caso, agora, só deve ser retomado em 17 de maio. De volta à cena, Jaqueline — que não aparecia em público desde a divulgação do vídeo em que ela e o marido são flagrados recebendo dinheiro do delator do esquema, Durval Barbosa — foi à Câmara dos Deputados e anunciou que não vai renunciar ao mandato. Seu destino está nas mãos do Conselho de Ética da Casa em processo que pode resultar na cassação da parlamentar. (Págs. 1 e 29 a 32)

Foto legenda: Após uma crise nervosa, Deborah Guerner deixa o julgamento. A promotora discutiu com seus advogados e com o marido: houve gritos, xingamentos e ameaças

Foto legenda: Bandarra chega para o julgamento ao lado da advogada Gabriela Bemfica. Prazo de afastamento do MP, por causa do processo, acaba na semana que vem.

Foto legenda: Três quilos mais magra, Jaqueline Roriz foi pessoalmente ao Conselho de Ética entregar sua defesa. Ela afirma que está com a consciência tranqüila.
Envelhecer é desafio para o Brasil
Até 2050, o país terá 49% da sua população ativa com mais de 65 anos. Essa realidade exigirá do governo grandes reformas e investimentos em áreas como a saúde e a previdência social. Mudanças que devem começar a partir de agora. (Págs. 1, 10, 16 e Visão do Correio, 22)
Oposição: Críticas ao PT abrem debate de 5 horas no Congresso
No primeiro discurso desde a posse, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu a voz da oposição e abriu debate que inflamou petistas. Ele fez críticas ao governo de Lula, às movimentações iniciais da presidente Dilma e ao comportamento do PT em momentos cruciais para a democracia no país, como a eleição de Tancredo. (Págs. 1, 2 e 4)
Dia difícil: Mantega aumenta imposto e desmente Petrobras
Para combater a entrada de dólar e a desvalorização da moeda norte-americana frente ao real, o ministro da Fazenda anuncia o aumento do IOF para 6%. Na mesma entrevista, descarta reajuste dos combustíveis, possibilidade levantada pelo presidente da estatal do petróleo, Sergio Gabrielli. (Págs. 1 e 18)
Em greve: Médicos dos planos de saúde cruzam os braços
O protesto dos profissionais promete suspender o atendimento ambulatorial aos pacientes conveniados. A categoria reivindica o reajuste no valor mínimo de reembolso das consultas de R$ 30 para R$ 60, no mínimo. Somente as emergências dos hospitais particulares vão funcionar. (Págs. 1 e 14)
Olho artificial
Cientistas japoneses produzem retina em laboratório usando células-tronco de camundongo. (Págs. 1 e Ciência, 28)
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Valor Econômico
Manchete: Aumenta restrição ao crédito externo
O governo estendeu a incidência do IOF de 6% aos empréstimos externos com prazos de até dois anos, assim como para operações de repactuação e assunção de dívidas no exterior por empresas e bancos. Na semana passada, quando resolveu tributar os empréstimos em moeda estrangeira, o governo havia estabelecido que os contratos com prazos superiores a 360 dias estariam isentos. Ontem, apertou um pouco mais a medida e agora só operações acima de dois anos é que deixarão de recolher o imposto.

Essa é mais uma das ações que o governo vem adotando desde outubro do ano passado na tentativa de impor freios à apreciação do real. Este ano, até ontem, a moeda teve valorização de 3,22% em relação ao dólar. Se, por um lado, a apreciação pode ajudar o Banco Central na política de controle da inflação, por outro reduz a competitividade dos exportadores brasileiros e coloca o ministro da Fazenda sob pressão.(Págs. 1 e C1)
Oi vai à Anatel e Cade contra concorrentes
A operadora de telefonia Oi recorreu à Anatel e ao Cade contra as concorrentes Vivo, Claro e TIM, alegando que elas se recusam a reduzir as tarifas de interconexão cobradas nas ligações entre telefones fixos e móveis. A interconexão é o nome que se dá ao uso da rede de uma operadora por outra para completar uma chamada. Toda vez que o assinante de uma tele chama um número de outra operadora, esta é remunerada. Segundo a Oi, as operadoras Vivo, TIM e Claro se negam a diminuir as tarifas de interconexão fixo-móvel porque representam até um terço da receita. "A situação está insustentável e gera distorções no mercado de telefonia móvel", afirma o diretor da Oi, Paulo Mattos. As outras empresas não comentam o assunto. (Págs. 1 e B1)
Foto legenda: Portugal pede ajuda
Em final de mandato, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, pediu socorro financeiro à União Europeia, depois que o país teve de pagar juros ainda mais altos para vender títulos e rolar suas dívidas no leilão de ontem. Portugal segue, assim, o caminho de Grécia e Irlanda. (Págs. 1 e C11)
Limites ao trabalho no concorrente
Um ex-executivo de uma empresa especializada em enzimas para as indústrias farmacêutica e de alimentos foi proibido pela Justiça de atuar como sócio de uma companhia concorrente. Ele assinou cláusulas de não concorrência, comprometendo-se a ficar um ano sem trabalhar em empresas do ramo, e de confidencialidade com a indústria na qual trabalhou. Saiu em maio do ano passado e em setembro já tinha se tornado sócio de uma concorrente alemã.

Cláusulas como essas têm sido cada vez mais comuns nos contratos de altos executivos para proteger segredos empresariais. Apesar de não estarem previstas em lei no Brasil, têm sido aceitas no Judiciário, desde que não restrinjam a liberdade de trabalho do empregado. No entanto, a medida judicial adotada contra o executivo, para retirá-lo imediatamente da sociedade, ainda é pouco utilizada e tem sido aplicada apenas na Justiça comum. (Págs. 1 e E1)
Insetos poderão substituir as carnes
Comer insetos deixará de ser uma excentricidade. A FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, passou a considerar esses animais como fonte alternativa de proteínas para consumo humano. Por trás da iniciativa está a preocupação de que as carnes não serão suficientes para fornecer as proteínas necessárias à população mundial de 9 bilhões de pessoas em 2050.

Cerca de 1,7 mil espécies de insetos já são consumidos no mundo. Mas eles entraram no foco dos cientistas pelo nível expressivo de proteínas que carregam, às vezes mais que a carne. Na Holanda, o Ministério da Agricultura ofereceu € 1 milhão para que um grupo de 70 pesquisadores, comandados por Arnold van Huis, da Universidade de Wageningen, transforme insetos em uma "iguaria" palatável. A ideia é extrair a proteína para industrialização. A criação de insetos produz menos gases nocivos ao ambiente do que os rebanhos bovinos, caprinos e suínos. "A barreira é cultural", disse Van Huis ao Valor. (Págs. 1 e B14)
Voto sobre trem-bala reflete a falta de unidade do PDSB
No momento em que o PSDB pretende demonstrar unidade sob a liderança do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ontem fez seu discurso de estreia no Senado, o partido não conseguiu unificar um discurso contrário ao projeto que cria o trem-bala, cujo texto-base foi aprovado terça-feira na Câmara dos Deputados. A atuação dos tucanos no plenário refletiu as divergências internas entre
"alckmistas", "serristas" e "aecistas".

Oriundos do Estado mais beneficiado pelo trem-bala, os paulistas defenderam o projeto, com ressalvas à engenharia financeira, seguindo orientação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. (Págs. 1 e A11)
Congresso não julgou contas de Lula e FHC
O Congresso não julgou as contas do governo federal dos últimos oito anos, nos dois mandatos de Lula, e nem do último ano de Fernando Henrique Cardoso (2002). As contas dos presidentes do STF, do STJ, do Senado e da Câmara relativas a vários exercícios também esperam a boa vontade dos líderes partidários para entrar na pauta de votação das duas Casas do Legislativo.

A apreciação anual dessas contas é determinação constitucional. E há um caso extremo: até hoje, o Congresso não julgou uma parte das contas de Fernando Collor em 1992. (Págs. 1 e A2)
Trabalho escravo é face podre da indústria da moda (Págs. 1 e B4)
Parcerias energéticas com a China
Parcerias entre estatais brasileiras e chinesas nas áreas de exploração de petróleo e energia elétrica vão dominar a lista de acordos a serem assinados durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China. (Págs. 1 e A6)
Editoras investem nos turistas
Com o aumento do número de turistas brasileiros no exterior, editoras investem no lançamento de guias de turismo, cujas vendas cresceram 20% no ano passado em redes como Saraiva e Fnac. (Págs. 1 e B6)
Estratégia classe A
Iguatemi reforça sua aposta no público de alto poder aquisitivo e amplia sua participação em shoppings voltados para as classes A e B no Sudeste e Sul do país. (Págs. 1 e B7)
GE foca gigantes asiáticos
Com resultados até agora decepcionantes em grandes economias emergentes como a China e a Índia, a General Electric reorganiza suas operações na Ásia. (Págs. 1 e B9)
Localfrio quer 'saída para o mar'
A Localfrio, empresa de logística com retroáreas no Guarujá (SP), Itajaí (SC) e Suape (PE), pretende se tornar um dos líderes na operação de contêineres do país no médio prazo. Para isso, prepara-se para disputar licitações de novos portos e terminais, diz Marcelo Orpinelli. (Págs. 1 e B10)
Escalada do café
O preço médio do café no mercado internacional, medido pela OIC, encerrou março a US$ 2,2433 por libra-peso, maior valor desde junho de 1977. (Págs. 1 e B13)
Verde aposta em termopotássio
A Verde Fertilizantes, empresa de investidores brasileiros constituída em Londres e com capital aberto em Toronto (Canadá), vai investir R$ 280 milhões para produzir potássio a partir da glauconita em Minas Gerais. (Págs. 1 e B14)
Aposta garantida em commodities
Após atrair os investidores mais conservadores para os fundos de capital protegido atrelados ao Ibovespa, gestoras apostam em carteiras de commodities com as mesmas características. (Págs. 1, D1 e D2)
Investidores arredios
Com a bolsa patinando e sem grandes lançamentos de ações, desde outubro quando atingiu o recorde de 630,8 mil investidoras - o número de aplicadores pessoas físicas vem recuando. No fim de março, o total foi de 597 mil. (Págs. 1 e D3)
Remuneração milionária
Rubens Ometto, fundador e presidente do conselho da Cosan, vai receber US$ 25 milhões anuais por dez anos na empresa que está sendo criada com a Shell, além de plano de opções avaliado em US$ 50 milhões. (Págs. 1 e D4)
Ideias
Andrei Spacov

Permitir flutuação maior do câmbio é a saída menos dolorosa para os problemas que nos afligirão nos próximos anos. (Págs. 1 e Al4)
Ideias
Alexandre Schwartsrnan

A política cambial é inconsistente com o regime de metas e causa direta do desvio para cima da inflação. (Págs. 1 e A15)
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Estado de Minas
Manchete: SOS Saúde
Médicos fazem protesto e deixam de atender usuários de planos

Em queda de braço com as operadoras devido à baixa remuneração, os médicos paralisam hoje, Dia Mundial da Saúde, o atendimento a associados de convênios. Não haverá consultas, nem cirurgias programadas. Só casos de urgência terão atenção. A greve prejudica 45,7 milhões de usuários no país, 4,7 milhões em Minas. Segundo entidades médicas, em 10 anos, os planos aumentaram 140%, enquanto o reajuste dos profissionais foi de pouco mais de 40%. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Senado: Aécio instaura debate entre a oposição e o governo
O senador do PSDB estreou na tribuna conclamando os oposicionistas ao confronto de ideias e posições com o governo. Num discurso duro, mas elegante, desfiou histórico de críticas ao PT e apontou falhas da gestão Lula, continuada por Dilma, como o descontrole dos gastos públicos, que alimenta a inflação. Ao rebatê-lo, o líder petista, Humberto Costa (PE), não deixou de saudá-lo como “o melhor quadro da oposição”. (Págs. 1, 3 e 4)
Pacientes processam prefeituras
Cerca de 80% das ações em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra as administrações municipais são motivadas pelo mau atendimento na área da saúde. Há atualmente mais de 5 mil processos. Entre os motivos estão a falta de leitos ou de medicamentos, fila para tratamento de doenças graves e cirurgias não realizadas. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Infestação de dengue
Mosquito está em 9% das casas em área da centro-sul. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Infecção hospitalar
Problema acomete 15% dos internados no Brasil. (Págs. 1, 11, 13, 14, 20 e 28)
Câmbio
Governo dá novo aperto no crédito para segurar dólar. (Págs. 1 e 17)
Guerra na Líbia
Kadafi escreve a obama e pede o fim dos ataques. (Págs. 1 e 19)
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Zero Hora
Manchete: STF manda pagar piso de R$ 1.187 a professores
Ministros do Supremo determinam que Estados e municípios adotem o salário mínimo nacional estabelecido para profissionais do magistério. (Págs. 1 e 47)

O que também conta para qualificar o ensino. (Págs. 1, 4 e 5)
Alta no preço: Gasolina divide o governo
Gabrielli, presidente da Petrobras, cogita aumento, mas Mantega o desautoriza. (Págs. 1 e 18)
Grão dourado: Colheita indica soja recorde no RS
Produção deverá chegar a 10,65 milhões de toneladas, avanço de 4,3%. (Págs. 1 e 24)
Igreja lesada: Governo português investiga diplomata
Inspeção tenta esclarecer sumiço de R$ 2,5 milhões da Arquidiocese de Porto Alegre. (Págs. 1 e 40)

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