"#ForaBolsonaro"

UJS realiza ato nesta quarta



A União da Juventude Socialista (UJS) reforça a convocação para o ato que irá ocorrer nesta quarta-feira (6), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em Brasília, no qual será pedida a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Há uma semana, Bolsonaro deu declarações com cunho racista e homofóbico em rede nacional e diversos movimentos sociais exigem sua eliminação dos quadros do Congresso.
A manifestação irá acontecer a partir das 9h30, em frente à Câmara e, além do pedido pelo enquadramento de Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar, fará também um alerta quanto à intolerância à diversidade sexual e racial.

Além do ato, está disponível ainda um abaixo-assinado em prol da cassação do deputado e a arte da manifestação, que a organização juvenil orienta que seja espalhada pelas redes sociais. A utilização da tag "#ForaBolsonaro" na convocação do ato presencial indica a expectativa da entidade que a campanha mobilize e obtenha repercussão também pela internet.
Fonte: UJS
Cerca de 72 mil aderem à petição
Felipe Werneck

Quase 72 mil pessoas tinham assinado até a noite desta terça-feira a petição intitulada "Proteja o Brasil do Bolsonaro". Espalhado via redes sociais, o documento informa que 250 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2010 por serem gays e classifica de "racistas e homofóbicas" recentes declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O objetivo é mobilizar a sociedade para pedir a aprovação da lei anti-homofobia (PLC 122/2006).
A petição será entregue a parlamentares durante manifestação em Brasília. "Face ao crescimento dramático dos ataques e assassinatos de cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, precisamos de seu apoio imediato para aprovar a lei anti-homofobia (PLC 122/2006), assegurando a todos e todas as brasileiras e brasileiros a proteção igualitária perante a lei", prossegue o texto do documento, que cita a presidente Dilma Rousseff.
Para os autores da petição, as ideias do deputado "não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas". "Enquanto já existem leis para proteger outras formas de discriminação, pessoas LGBT não têm nenhuma proteção legal. Vamos erguer nossas vozes mais alto que o Bolsonaro e mostrar que os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia. Assine a petição agora." O texto está disponível no site http://www.avaaz.org/po/homofobia_nao/.
No início da noite de hoje, houve manifestação contra Bolsonaro na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Cerca de 100 pessoas haviam chegado até as 18h30. O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio, Claudio Nascimento, defendeu a cassação do mandato do deputado, classificado por ele de "Bolsonazi". "Há uma confusão na sociedade de direito à opinião com incitação à violência. Sou negro e gay com muito orgulho. O Bolsonaro é o grande lixo humano, o que ele representa como projeto político precisa ser repudiado", discursou.
O deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do parlamentar, afirmou que o pai tem opinião "polêmica que vai contra o politicamente correto", mas "não é racista". Segundo Flávio, houve um "mal entendido" ou "equívoco" na resposta à pergunta de Preta Gil. "Ser contra a apologia ao homossexualismo é ser homofóbico? É claro que não. O que ele cansa de expressar é que não teria orgulho de ter um filho gay", disse o filho de Bolsonaro.

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