Médicos fazem protesto nacional na quinta-feira

 

Atendimento a pacientes de planos de saúde será paralisado

Elaine Patricia Cruz
Um protesto marcado pelos médicos que atendem por operadoras de planos de saúde vai paralisar por 24 horas os atendimentos de todos os pacientes conveniados que tenham consultas agendadas para a próxima quinta-feira (7).
O protesto tem apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica Brasileira (AMB). De acordo com esses órgãos, há 160 mil médicos trabalhando atualmente na saúde suplementar, atendendo a cerca de 45,5 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. Por ano, são realizadas cerca de 223 milhões de consultas e 4,8 milhões de internações por meio de planos de saúde.
A paralisação ocorrerá em todo o Brasil e os médicos avisam que serão suspensas todas as consultas previamente agendadas, mas serão atendidos os casos de urgência e emergência. As consultas marcadas para o dia 7 serão remarcadas.
“Os planos de saúde, de uma maneira geral, tem interferido muito na autonomia dos médicos, dificultando o acesso a exames e procedimentos hospitalares e tentando diminuir o tempo de internação, o que fere claramente o direito do paciente”, explicou o presidente da Fenam e do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes.
Segundo ele, entre as reivindicações dos médicos, estão o pedido de autonomia profissional, o respeito às condições de trabalho sem interferência dos planos, o estabelecimento de um contrato de prestação de trabalho onde estejam claras as informações sobre formas de admissão e demissão dos médicos, o reajuste de ganhos e de remuneração e a revisão periódica e anual desse reajuste.
“Há convênios que pagam menos de R$ 25 por uma consulta. E temos um custo operacional para manter o consultório – com telefone, água, imposto, secretária, limpeza etc – que está em torno de R$ 19, por consulta. O que está sobrando disso aí são R$ 8 ou R$ 9, sem levar em conta o tempo e a necessidade de aquisição de livros, jornais e revistas científicas para aperfeiçoamento”, afirmou Carvalhaes.

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