Mídia Aflora




Requião: "...perdi a paciência"


Na tarde de hoje, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi ao Plenário do Senado para explicar o motivo de ter tomado ontem o gravador de um repórter, após ser questionado sobre a aposentadoria que recebe como ex-governador do Paraná.
 "Ontem perdi a paciência. Talvez não devesse, mas perdi", disse o senador na abertura de seu pronunciamento transmitido pela TV Senado. Requião disse que se irritou com a insistência das perguntas do repórter Victor Boyadjian, da rádio Bandeirantes. Segundo o senador, havia “nas perguntas doses de provocação, ao estilo CQC ou Pânico”, em referência aos programas de televisão das emissoras Band e Rede TV!, respectivamente.


Senador acusa imprensa de bullying

Para justificar seu ato, Requião chegou a dizer que a sociedade e os parlamentares sofrem bullying da imprensa brasileira, que ele julga como “absolutamente provocadora e irresponsável”. O senador pretende apresentar um projeto que institua o direito de resposta, dispositivo eliminado depois que o Supremo Tribunal Federal anulou a lei de imprensa, em 2009.

Sindicato dos jornalistas exige sanções contra Requião

A entidade que representa os jornalistas em Brasília (DF) pediu hoje ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que aplique sanções ao senador Roberto Requião. 
"Patenteando os tempos obscuros do período ditatorial, o senador da República, que deveria zelar pelo cumprimento das normas constitucionais, imiscuiu-se no direito de apropriar-se indevidamente de gravador (instrumento utilizado no exercício da profissão de jornalista) pertencente ao jornalista da Rádio Bandeirantes (Victor Boyadjian) por não ter sido do seu agrado a pergunta realizada pelo jornalista, promovendo ainda a chacota pública do profissional", diz o documento, segundo informa a Agência Senado.  No entendimento do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), cabe ao Estado sustentar o exercício da profissão de qualquer cidadão, o que justificaria punições à atitude de Requião que, "não satisfeito em retirar o instrumento de trabalho do jornalista, ainda o agrediu com palavras e ameaças".



Roriz deve ser indenizado por Abril e jornalista da Veja


A Editora Abril SA e um jornalista foram condenados a indenizar o ex-governador do DF, Joaquim Roriz, em R$ 100 mil por veicular reportagem difamatória na Revista Veja. A decisão é da juíza da 14ª Vara Cível de Brasília e cabe recurso.
O autor alegou que, em 30/12/2009, uma edição especial da revista Veja trouxe em seu texto várias agressões morais, com expressões injuriosas, caluniosas e difamatórias, o que lhe teria causado constrangimento pessoal e para sua família. O ex-governador do DF afirmou que a revista atribuiu a ele a prática de diversos atos imorais e criminosos. O autor pediu R$ 300 mil por danos morais.
Os réus contestaram, sob o argumento de que o autor teria interpretado de maneira exagerada a matéria jornalística. Segundo a Editora Abril e o jornalista que escreveu a matéria, não houve ato ilícito praticado devido ao direito constitucional de livre informação. Os réus afirmaram ainda que os fatos narrados na reportagem foram objeto de investigação da Polícia Federal, que culminou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda. A editora e o jornalista alegaram que a reportagem fez apenas uma retrospectiva política do autor e dos fatos notórios que culminaram na investigação policial.


Veja multada em R$ 50 mil por danos morais

Entendendo a honra e a imagem de um indivíduo não pode ser maculada em detrimento da liberdade de imprensa, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal condena a Editora Abril por matéria publicada na revista Veja sobre um dirigente sindical. 
A editora foi condenada a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais ao ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, em razão de uma reportagem que relatava sua visita a cidade de Wolfsburg, Alemanha, em 2001, para negociar possíveis demissões na filial brasileira da Volkswagen.
"Farra de pelego, canto de galo. Ministro caiu na gandaia à custa da Volks. E voltou contando lorota", dizia um trecho da reportagem de Veja.


Documento secreto do Wikileaks

Os jornais The New York Times e The Guardian publicaram, no ultimo fim de semana, reportagens sobre a prisão de Guantánamo, baseadas em documentos do Wikileaks. A divulgação deste conteúdo não estava autorizada pela organização regida por Julian Assange, uma vez que as publicações americana e britânica não são mais consideradas “parceiras oficiais do Wikileaks” na divulgação dos telegramas.
Os dois jornais tiveram acesso aos documentos através de uma fonte desconhecida pelo Wikileaks e mantida em sigilo pelos jornais. A colaboradora do Wikileaks no Brasil, Natalia Viana, entrevistou Assange para a agência Pública, de jornalismo investigativo. “(...) o vazamento (do Wikileaks) foi adiantado porque os dois jornais pretendiam “furar” o Wikileaks”, escreve.}


Arrogante



Na reportagem, Assange afirma que, nos Estados Unidos e Reino Unido, os parceiros do Wikileaks são o Washington Post e Telegraph. Desde que o editor do NYT, Bill Keller, chamou Assange de “arrogante, cabeça-dura e conspiracional”, a relação entre Wikileaks e o jornal norte-americano não tem sido das melhores.


Processo

A situação também não é boa com o britânico Guardian, que chegou a receber ameaça de processo de Julian Assange, caso divulgassem documentos antes do Wikileaks. Na época do atrito, quando jornal e a organização tinham um acordo que proibia a divulgação antecipada dos telegramas, a direção do Guardian resolveu recuar e respeitar o contrato que havia com o Wikileaks.


Datena critica apresentador

A discussão envolvendo o apresentador do Globo Esporte, Tiago Leifert, e o comentarista esportivo da Band, Neto, ganhou mais um episódio antes do feriado de Páscoa. Na sexta-feira (22), durante o SP Acontece, os jornalistas José Luiz Datena e Luiz Ceará mostraram indignação com o funcionário da Rede Globo e defenderam o companheiro da Band.


“Neném”


"Você, Thiago Leifert, é neném em televisão, baixa a sua bola, não dá para você discutir com o Neto. Faz o seu, que a gente te elogia. É um brincalhão, querer discutir futebol com o Neto. E o que você faz hoje eu fazia há tempos aí na TV Globo com o Márcio Canuto, que é um bilhão de vezes melhor que você", criticou Datena, que chegou a citar sua passagem pela Rede Globo, durante a década de 1980, onde trabalhou como repórter.




“Filtro”
“Ele (Neto) fala tudo que vem na cabeça dele, ele não tem filtro. Isso é bom. O que aconteceu foi que havia uma informação falsa sendo divulgada: a informação de que o Seedorf tinha assinado com o Corinthians. Aí eu vou lá e desminto, porque a informação é falsa”, disse Leifert, durante participação na palestra realizada no auditório do campus Memorial da Uninove.




“Falar nas costas”
A declaração de Tiago Leifert durante o evento também foi comentada por outro jornalista da Band: Luís Ceará. O repórter reclamou da crítica do apresentador da TV Globo não ter acontecido ‘cara a cara’ com o comentarista Neto. “Falar em universidade, nas costas, é feio. O bacana é falar na frente”, afirmou.

PEC do diploma para jornalistas pode passar no Senado

Na iminência da votação da PEC do Diploma no Senado, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publica um levantamento sobre os votos dos senadores. 
De acordo com a tabela da entidade, 57 senadores declararam apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/09, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que restabelece a obrigatoriedade do diploma em jornalismo para o exercício da função. 
Considerando que são necessários 49 votos para a aprovação em um universo de 81 senadores, em tese, a opinião em relação à PEC mudou desde a última sondagem. 
Em agosto do ano passado, quando o quadro da Casa era distinto, 39 senadores eram favoráveis ao diploma em comunicação social como prerrogativa para a profissão de jornalista.
No entanto, a base de senadores que ainda não declararam voto - por dúvida ou por outro motivo - ainda é grande: 18. No último levantamento eram 29. Contra a PEC são seis; antes eram três. 

A PEC na Câmara

Na Câmara, a PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que trata do mesmo assunto, recebeu parecer favorável nas duas comissões e aguarda para que seja levada à votação com data ainda indefinida.


Veja: processos na Internet


A União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI) lançou campanha em seu site para recolher 5 mil de procurações de fiéis para entrar com ações na Justiça contra a Revista Veja, por conta da reportagem de capa "A Rede do Terror no Brasil", publicada na edição 2211, de 6 de abril.
Por meio das procurações assinadas pelos fiéis, advogados da UNI irão processar a revista nos Juizados de Pequenas Causas. No site da campanha "Você Pode", há link do download para o preenchimento e assinatura da procuração. O site da entidade afirma que vai ser exigida retratação da publicação por "Discriminação, Calúnia, Racismo, Danos Morais, Difamação, Intolerãncia Religiosa e Preconceito". 
Na capa da edição datada de seis de abril, a reportagem da Veja mostra, "com base em documentos oficiais da CIA, FBI, Tesouro Americano, Interpol, Polícia Federal que extremistas islâmicos usam o país como base de operações e aqui aliciam militantes". 

Guarda real é afastado após insultar noiva de William

O integrante da Guarda Real do Palácio de Buckingham, Cameron Reilly, 18 anos, foi afastado do grupo escalado para policiar o casamento do Príncipe William com Kate Middleton, marcado para a próxima sexta-feira, dia 29, no palácio de Buckingham em Londres.
O afastamento de Cameron ocorre depois de ofensas à futura princesa irem parar no Facebook, informou a BBC ontem (25).
"Ela e William passaram de carro por mim na sexta e tudo o que eu recebi foi uma porcaria de aceno enquanto ela olhava pro outro lado. Vaca arrogante idiota; não sou bom o suficiente para eles! Cadela riquinha...", escreveu o guarda escocês em seu perfil na rede social.


Jornalistas demitidos por não apoiar candidatura

No Peru, os jornalistas Patrícia Montero e José Jara demitidos do Canal N, de propriedade do jornal El Comercio, afirmaram no último dia 20, que a perda do emprego está relacionada ao fato de eles não prestarem apoio à campanha da candidata à presidência Keiko Fujimori.
De acordo com o jornal La Primera Peru, os produtores do canal afirmaram que na hora da demissão o argumento foi de "não seguir a linha editorial de apoio a Fujimori e ataque ao candidato Ollanta Humala", que segue na disputa do segundo turno com Fujimori.

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