Momento "Mídia"

Jornalismo brasileiro chama rainha de "piranha"

Na manhã desta sexta-feira (15), o embaixador da Jordânia no Brasil, Ramez Goussous, conversou com a reportagem do Portal Imprensa sobre o episódio em que o jornalista Caio Blinder, da Globo News, se referiu à rainha Rania como "piranha". 
Considerando as boas relações entre a Jordânia e a Rede Globo, segundo Goussous, a declaração de Blinder foi "surpreendente". "O que aconteceu não modifica as relações da Jordânia com a Globo, nem com o Brasil. Mas a declaração do Caio Blinder, usando um termo tão baixo, foi surpreendente", disse o embaixador. 
Goussous contou que assistiu ao pedido de desculpas de Lucas Mendes e de Blinder na última edição do "Manhattan Connection", no último domingo (10), e acredita que o episódio "está indo na direção correta". 
O embaixador desmentiu o boato de que o governo da Jordânia pretende processar o jornalista, e não soube informar se a rainha Rania soube do ocorrido. "Mas o programa é visto por muitas pessoas, sobretudo no Brasil, pela elite da sociedade, e para a comunidade foi desagradável", comentou. 


Excesso de apelação causa racha na equipe do "Pânico" 

A equipe do programa "Pânico na TV", da RedeTV!, está dividida sobre os futuros moldes do programa, informa a coluna "Outro Canal", da Folha de São Paulo.
 A "racha" separa aqueles que preferem investir mais em quadros de humor, e diminuir a apelação, e outros que preferem manter o molde das "mulheres peladas".





Resistência ao desarmamento

Anteontem foi O Globo, com seu principal editorial do dia sob o título "Plebiscito é perda de tempo"; ontem foi a Folha de S.Paulo que também trouxe editorial com o título "A falácia do plebiscito". A grande imprensa começa a se mobilizar toda contra a consulta popular para os brasileiros decidirem sobre a proibição do comércio irrestrito e sem leis, de armas no Brasil.
A proposta a ser apresentada ao Congresso Nacional estabelece sua realização no 1º domingo de outubro próximo. O Globo diz que o Estado deve é fiscalizar a aplicação do Estatuto do Desarmamento.
A Folha sustenta seu editorial com a argumentação que também está sendo invocada por todos os conservadores, as "bancadas da bala" nos Legislativos e os lobistas do comércio irrestrito de armas: a consulta à população não é adequada porque já houve o plebiscito de 2005 sobre o mesmo assunto.



Internet superará jornais em 2013

 Uma pesquisa da ZenithOptimedia prevê que os investimentos publicitários na internet devem superar os recursos gastos com anúncios nos jornais em 2013. Segundo o estudo, o gasto publicitário na internet alcançará a marca de US$ 94,4 bilhões no mundo, contra US$ 91,2 bilhões.
Com a mudança no ranking, a internet será a segunda mídia a receber mais investimentos, atrás apenas da TV. Atualmente, a web está à frente das revistas (4º), rádio (5º), outdoor (6º) e cinema (7º).
De acordo com a previsão, a publicidade em jornais irá perder US$ 4 bilhões em todo o mundo em apenas três anos, ficando em US$ 91,2 bilhões. Já a internet, ganhará US$ 31 bilhões.
“Os gastos com anúncios nos jornais foram 51% maiores do que os investimentos na internet em 2010, mas os recursos de publicidade em jornais estão encolhendo 1,4% ao ano, com queda contínua na circulação dos jornais nos países desenvolvidos e a migração de leitores para a internet”, diz o estudo.



Concurso oferece remuneração de R$ 545 para jornalista


A entidade que representa os jornalistas no estado de São Paulo entrou com mandado de segurança contra um concurso da Prefeitura da cidade de Guaratinguetá que propõe pagamento de um salário mínimo (R$ 545,00) a jornalistas profissionais; valor três vezes menor que o piso da categoria, de R$ 1.593,00. 
O empecilho do sindicato, no entanto, ao questionar a remuneração proposta pela Prefeitura da cidade está no fato de que, do ponto de vista legal, o salário é válido.
Considerando que o concurso se dirige a um órgão público do poder executivo de Guaratinguetá, a legislação estadual isenta a prefeitura, assim como as demais, a pagar menos de R$ 600,00 de remuneração. Além disso, as convenções de trabalho propostas pelo sindicato abrangem apenas profissionais que atuam em empresas de assessoria de imprensa, rádio, TV, jornais e revistas, excluindo, portanto, as prefeituras.
Porém, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) indica o que seria uma infração do edital do concurso à leis federais quando descreve jornada de trabalho "diferenciada" de 44 horas semanais, ao invés das 30 horas legais ou, no máximo, das 30h + 12h limites permitidas por Lei.
De acordo com a entidade, dirigentes sindicais se reuniram com a prefeitura para discutir o caso, mas não obtiveram respostas satisfatórias da administração municipal, o que levou ao pedido de embargo do concurso.    


Jornalistas freelancer
 
O blog Escola Freelancer publicou na última semana 13 dicas para um jornalista conseguir sucesso trabalhando como freelancer. Página online criada pelo jornalista português Luciano Larrossa, traz a afirmação de que o profissional freelancer na área de comunicação "decide o que quer escrever".
Entre as dicas publicadas, está "formas de pagamento". Nesse quesito, conforme a dica, o jornalista deve publicar o material que foi produzido somente depois de receber o pagamento, para evitar o calote, ou o atraso no valor que foi definido. "Muitos jornais aceitam a sua ideia, pedem que escreva o artigo, entrega-o, mas ele apenas é publicado ao fim de três meses. Ou seja, todo o dinheiro que investiu em telefonemas e deslocações acaba por ficar “parado” durante todo esse período", declara o texto.
Ser especialista em alguma editoria, ter muitos contatos na área e produzir matérias especiais e tentar vendê-la para os veículos de comunicação são outras dicas publicadas no blog.

                

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