Preparado para matar crianças

Secretaria de Saúde confirma 11 mortos em ataque a escola
Ao todo, dez estudantes e o atirador morreram; 22 ficaram feridos

Reprodução Rede Record
O secretário Estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, confirmou no final da manhã desta quinta-feira (7) 11 mortos no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste, do Rio. Segundo ele, morreram nove meninas, um menino e o próprio atirador. Os estudantes têm entre 12 e 14 anos. Mais cedo, policiais militares e oficiais do Corpo de Bombeiros, informaram que 12 crianças haviam morrido. Segundo informações preliminares, 22 pessoas foram feridas, quatro delas estão em estado grave. 

O atirador, que foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, e que seria ex-aluno da escola, invadiu uma das salas de aula atirando. De acordo com Sérgio Côrtes, as crianças foram atingidas no tórax, abdômen e cabeça, áreas consideras vitais, o que indica que o atirador tinha intenção de matar.
- Eu não esperava na minha vida um momento como esse. Médicos que não estavam de plantão vieram e estão no centro cirúrgico.
Wellington teria tentado fugir, mas foi interceptado por policias que faziam uma operação na região. Ele estaria com duas armas e teria se suicidado após fazer os disparos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, cerca de 1.000 alunos estudam na escola, dos quais 400 no turno da manhã, do 4º ao 9º ano, com idades que variam entre 9 e 14 anos.
O morador Evaldo Machado, que estava na janela de casa, próximo à escola, contou como foi a situação.
- Eu estava tomando café na janela quando vi uma correria de várias crianças saindo da escola. Eu contei pelos menos 13 feridas. Elas foram retiradas em carros particulares.
Por volta das 9h30, centenas de pessoas estavam aglomeradas na porta da escola. Policias isolaram a área e várias ruas no entorno estão fechadas.
Dois helicópteros da Polícia Civil foram ao local para ajudar no resgate às vítimas.
O prefeito Eduardo Paes chegou à escola por volta das 10h. 
Segundo investigadores da Polícia Civil, o homem estava com colete à prova de balas, usava roupa preta e luva. Na carta deixada por ele, havia menções ao Islamismo e tinha referências às práticas terroristas.

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