Arsenal nuclear mundial

Dilma pede eliminação completa


Ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldtem, a presidente Dilma Rousseff defendeu ontem  (17) a eliminação dos arsenais nucleares em todo o mundo. A visão brasileira pró-desarmamento não é nova — mas foi a primeira vez que Dilma se referiu ao tema publicamente.
“Como membros da coalizão da Nova Agenda, Brasil e Suécia defendem que o desarmamento passa não apenas pela redução dos arsenais — mas também por uma revisão abrangente do papel das armas nucleares”, declarou Dilma à imprensa.



Embora o Brasil seja, desde 1998, um dos 189 signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o governo tem uma posição ainda mais avançada do que esse acordo propõe. Mais do que “não proliferar” — ou seja, congelar o status que cada país tem hoje —, Dilma defende “a eliminação dos armamentos atômicos”.

Além do desarmamento, temas como o Conselho de Segurança da ONU, o desenvolvimento sustentável e a balança comercial entre Brasil e Suécia dominaram o encontro entre Dilma e Reinfeldt, na manhã desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto. Mais tarde, o premiê foi recebido em almoço no Palácio Itamaraty.

O sueco fica no Brasil até esta quarta-feira (18). O objetivo de sua visita é ampliar os acordos comerciais e de cooperação em vários setores, como ciência, tecnologia, inovação, educação e biocombustíveis. Segundo ele, a Suécia é o maior importador de etanol do Brasil na Europa.

Dilma disse confiar em resoluções pacificas para os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África. A presidente também manifestou preocupação com o bem-estar civil da população dos países da região. “O Brasil espera que a comunidade internacional ajude os países da região por meio do diálogo, da negociação, com estrito respeito à soberania nacional, às liberdades civis e aos direitos humanos”, declarou.

Dilma e Reinfeldt também conversaram sobre a Rio+20 — a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro. O evento — que ocorrerá 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92) — tem com objetivo renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta.

Da Redação, com agências

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