Bombeiros grevistas

Governo suspende processo de deserção

Militares transferidos durante a greve também retornaram para batalhões

André Muzell/R7
André Muzell/R7
Bombeiros protestavam por melhores salários e condições de trabalho no Estado
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou no início da tarde de ontem (17) que, após o fim da greve dos bombeiros, os 36 militares do Grupamento Marítimo que foram transferidos para outras regiões vão retornar aos batalhões de suas especialidades. Além disso, a secretaria afirmou que, com o fim da manifestação, os processos de deserção estão suspensos.



Felipe de OliveiraSegundo a assessoria de imprensa dos bombeiros, no dia 25 de maio vai ocorrer uma reunião entre Comando Geral do Corpo de Bombeiros e lideranças do movimento grevista para a apresentação das reivindicações dos agentes. Os grevistas anunciaram na madrugada desta terça-feira o fim do movimento.

De de acordo com a nota da secretaria, os 36 guarda-vidas transferidos no início das manifestações serão remanejados para Grupamentos Marítimos, selecionados pelo comando da corporação, segundo as necessidades de cada grupamento. Estão previstas 18 transferências para esta quarta-feira (18) e as 18 restantes para a próxima segunda-feira (23).

Para o bombeiro Luciano Cunha, do Grupamento Marítimo de Botafogo (1ºGMar), caso o acordo não seja cumprido os militares voltarão a entrar em greve. Ele ressalta ainda que espera que os agentes presos sejam libertos até sexta-feira.

- Eles estão presos, mas foram transferidos para o quartel central, e agora é esperar. Porque eles [o governo] já têm noção que se não cumprirem o que foi combinado, agente vai parar. Ontem foi combinado que seria cancelada a punição e se não cancelarem na sexta-feira fecharemos a ponte Rio- Niterói. Bombeiros de Macaé, de Campos e do Rio estão todos unidos.

Ele ainda afirma que a reunião do dia 25 de maio será importante para a categoria. Ele diz que, caso as exigências não sejam atendidas, a greve voltará.

- Eles marcaram a reunião para fecharmos o valor, mas não vamos mudar a proposta de 100% de aumento, porque com esse aumento seremos o quinto pior salário do país. Se vierem dizendo que será em tantas vezes, vamos parar.

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