Caso Viúva Negra

Interpol promete prisão nos Estados Unidos neste ano

Delegado Paulo Ricardo Oliveira, da Interpol, acredita que a Viúva Negra será localizada nos Estados Unidos ainda neste ano Foto: Herculano Barreto Filho / Extra

 
 
A caça à Viúva Negra pode estar chegando ao fim, depois de mais de três décadas de impunidade. A advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves, nome de batismo da mulher que enterrou três maridos e dois namorados entre 1971 e 1992, circula pelos Estados Unidos há 15 anos. E está em definitivo no país desde 2004, ano em que foi denunciada pelo Ministério Público por participação na morte de um dos seus ex-maridos, o coronel Jorge Ribeiro, executado a marretadas numa sala comercial em Copacabana, em 1992. A Interpol do Rio troca informações com o FBI, a polícia norte-americana, e garante que prende a criminosa ainda neste ano.
 
A Viúva Negra virou alvo da Interpol desde julho do ano passado, quando passou a ser procurada em 188 países. Mas só entrou na lista oficial de procurados em 26 de janeiro deste ano, quando ganhou o número 215 da “difusão vermelha”, que reúne os criminosos caçados em vários países. O volume de informações sobre o paradeiro de Heloísa aumentou há três semanas, quando a recompensa do Disque-Denúncia aumentou para R$ 11 mil, o maior valor pago no Rio pela captura de um criminoso. Segundo a Interpol, a criminosa estaria circulando em pelo menos quatro estados americanos: Califórnia, Flórida, Nova York e Washington. Foi vista pela última vez em maio do ano passado em Boca Raton, no Condado de Palm Beach, na Flórida. No local, moram dois filhos dela, o piloto Carlos Pinto da Silva Júnior, de 37 anos, e a empresária Vitoria Leticia Gonçalves Wolf, de 39.
Nomes falsos nos EUA
Heloísa está na lista de procurados da Interpol como “Heloísa Gonçalves Duque Ribeiro”. Mas esse é apenas um dos seus nomes. Ela estaria utilizando pelo menos nove identidades, com variações do sobrenome do atual marido, o peruano Vicente Lopez Huaman, e de quatro ex-maridos, só para despistar a polícia. O nome próprio é assinado como “Helloisa” e “Eloiza”. Entre as identidades alternativas, o sobrenome aparece em pagamentos feitos com cartões de crédito com outras duas variações: “Olpez” e “Lopez”. Apesar dos seus truques, a Interpol acredita que a longa carreira criminosa da Viúva Negra está chegando ao fim.
Extradição pode levar até três meses
Caso seja mesmo localizada nos Estados Unidos, Heloísa será presa imediatamente. Mas a extradição pode levar até três meses. A Interpol ficará encarregada de notificar o Ministério das Relações Exteriores, que encaminhará um documento traduzido para a Embaixada Brasileira nos Estados Unidos, com o mandado de prisão e a determinação judicial. Só depois disso, a Justiça norte-americana pode determinar a extradição.
Na sala de entrada da Interpol do Rio, um mural exibe as últimas prisões. A parede exibe fotos de 11 presos em 2009 e de sete criminosos presos no ano passado. O delegado Paulo Ricardo Oliveira está convicto de que a foto da Viúva Negra pode ser a primeira a aparecer na lista de presos deste ano.
— Ela vai ser presa neste ano. Vai ser uma prisão importante, porque trata-se de uma criminosa que desafia as autoridades e acredita na impunidade.

Comentários

Anônimo disse…
NÃO É POSSÍVEL QUE VCS NÃO SAIBAM QUE ELA ESTÁ EM RONDONIA, EM UMA FAZENDA. E ASSINA COM O NOME LÉO.