Dia das Mães: vista ou á prazo?


Parcelar a compra pode ser saída mais lucrativa
Marcel Gugoni,

Trocar aquela velha televisão de tubo da mamãe por uma LCD de 32 polegadas é um dos principais sonhos de consumo do brasileiro neste Dia das Mães, comemorado neste domingo (8).

Para o trabalhador que já guardou dinheiro suficiente, só falta mesmo ir até a loja para escolher o modelo. E não há nem dúvida sobre o pagamento ser à vista ou a prazo. Mas ele deveria pensar duas vezes antes de responder a essa pergunta. O motivo? Os juros.
Em vez de simplesmente dizer que é possível parcelar uma compra mesmo que se tenha a grana toda para levar o bem na hora, o R7 mostra que há casos em que isso é recomendável.

Claro que essa opção só está disponível para quem já poupou o dinheiro antes. Quem não tem o cofrinho cheio ou uma reserva financeira, dividir a compra acaba sendo a única alternativa.
Renato Meirelles, sócio-diretor do DataPopular e especialista em mercados emergentes, explica que a necessidade do bem é um dos fatores que entram na conta na hora de decidir parcelar ou não.
- Quando falamos de consumo, o dinheiro não é a única coisa que tem que pesar. Todo mundo sabe que depois do Natal tem liquidação ou que depois da Copa o preço da TV vai estar menor. Mas por que eu vou esperar pra comprar o presente ou a TV depois. Tem coisas que devem ser compradas em certos momentos. Isto é, tem sua urgência ou sua necessidade.
O professor de finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas) Samy Dana explica que praticamente tudo o que é vendido no comércio tem lá seus juros. Inclusive aquelas promoções que prometem o parcelamento “sem juros”.
Juros embutidos
Em poucas palavras, os juros são o preço que o consumidor paga para ter em mãos um produto que ele só teria condições de ter daqui a algum tempo. É o custo do dinheiro emprestado pelo banco ou por uma loja. Eles adiantam seu crédito, e você devolve a “gentileza” em forma de juros.
- Quase sempre o preço à vista é mais vantajoso, mas o consumidor tem que entender que há uma diferença. O preço à vista não é aquele que a loja oferece, mas o menor encontrado no mercado. Se você vê uma TV por R$ 1.500 em uma loja, dê uma olhada na concorrente para ver se a mesma TV sai mais barata ou não. O preço à vista de verdade vai ser o menor que você encontrar.
Com o menor preço em mãos, é possível saber quanto os varejistas colocam de juros embutidos no produto. Em casos assim, a máquina de lavar de R$ 3.000 em dez parcelas de R$ 300 pode até parecer uma oferta interessante, mas quando uma loja vende a mesma máquina por R$ 2.500, ela não é mais tão tentadora, já que R$ 500 são só juros.
Os economistas dizem que a pesquisa é essencial para o consumidor. Sites de comparação de preços são os ideais para dar uma noção de quanto custa cada coisa, com seus preços mínimos e máximos.

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