Guarda-vidas iniciam greve

Classe reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial

Bombeiros do Grupamento Marítimo do Rio de Janeiro começaram uma greve na manhã desta quarta-feira (11). Os guarda-vidas reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
O grupo alega que os guarda-vidas do Rio são os que recebem o pior salário do Brasil, o equivalente a R$ 1.800 já com os benefícios. De acordo com os militares, em Brasília a classe recebe R$ 4.800.


Apesar de os bombeiros terem confirmado a greve, a assessoria da imprensa do Corpo de Bombeiros não confirma.
No último dia 23, centenas de bombeiros e guarda-vidas fizeram um protesto no posto 12 do Leblon, zona sul do Rio. O grupo chegou a ficar acampado em frente ao 17º GBM (Copacabana), zona sul do Rio, para chamar a atenção do Comando Geral da corporação. Além de reivindicar por melhores condições de trabalho e reajuste salarial, eles exigiam a revogação da transferência de 36 bombeiros, que foram para o interior do estado em retaliação ao movimento.
Ao R7, bombeiros chegaram a denunciar que alguns guarda-vidas haviam sido diagnosticados com câncer de pele e que apesar da doença, continuavam trabalhando sob o sol forte e sem qualquer assistência da corporação. De acordo com eles, o Corpo de Bombeiros do Rio não fornece protetor solar aos guarda-vidas. 

Comentários

Carlos Aceveda disse…
No governo de Sergio Cabral os bombeiros militares passaram a ser subordinados à secretaria de saúde, deste ponto em diante a classe passou a ser massacrada com sobrecarga de trabalho e pelos salários que continuam baixos. A sobrecarga veio do fato do governo do estado demitir 500 funcionários civis do SAMU, o serviço de ambulâncias e colocar bombeiros para fazer este atendimento, obviamente a verba federal para o SAMU está sendo desviada para outros fins.

Através de seus representantes, os bombeiros militares tentaram de todas as formas abrir negociações com o comando da corporação para que o soldo inicial de incríveis 950 reais fosse aumentado, esta é a principal reinvidicação, existem outros absurdos como um salva-vida ter de implorar ao comando que forneça protetor solar aos homens que passam o dia inteiro sob o sol. Eles tem de comprar o protetor com dinheiro do próprio bolso e alguns já aprensentam casos de melanoma.

O movimento começou nas redes sociais, pela facilidade do método e principalmente por conta do regime militar que impede a manifestação destes profissionais. Não foram ouvidos e começaram a fazer pequenas manifestações que ninguém dava bola, reuniram-se na porta do G-Mar na Barra da Tijuca, mas nos jornais isto foi mostrado como uma notinha de pé de página.

Quando foram para o centro da cidade exercer seu direito de manifestação em frente a Alerj chegando a parar o trânsito algumas vezes começou um movimento claro na mídia de colocar a população contra as legitimas manifestações dos bombeiros. Nos jornais só líamos sobre o "nó no trânsito" ou como o carioca ficou irritado com o cerceamento de sua liberdade de ir e vir.

Para mim fica claro que os grandes jornais atenderam a um pedido do governador, não seria bom para um grande jornal perder as gigantescas verbas de publicidade do governo do estado, que aliás se resume a isso, um governo de publicidade. Conseguiram até fazer a cidade acreditar que está pacificadda instalando UPPs em 16 comunidades num universo de 600 dominadas pelo tráfico e pela milícia.

Ainda sobre a grande mídia, nenhuma palavra sobre a prisão política e arbitrária dos líderes do movimento. Todos na cúpula do governo federal participaram de movimentos sociais e se enaltecem por isso, ganhando inclusive gordas indenizações pagas pelo nosso bolso por terem passado duas semanas presos como no caso do Ziraldo e do Jaguar.

O bombeiro é um profissional como um médico, a pessoa torce para nunca precisar de um, mas se precisar é melhor que o atendimento seja feito por um homem que recebe salário digno, sem sobrecarga de trabalho e que não esteja sendo massacrado porque acha que 950 reais por mês é uma porcaria de salário.

O mesmo governo do estado e secretaria de saúde que mandou prender os líderes do movimento está envolvido em falcatruas diversas na área da saúde, foi amplamente divulgado as obscuras relações entre o secretário de saúde Sergio Cortês, seu cunhado Cesar Romero e a empresa Toesa, mas estes não vão presos.