Marcha defende liberdade de expressão



Cerca de 2 mil pessoas participam nesta tarde da Marcha da Liberdade, em São Paulo, segundo estimativa dos organizadores


A Marcha da Liberdade foi convocada durante a semana por meio de panfletos e redes sociais na internet, em reação à repressão policial à Marcha da Maconha, no sábado passado, proibida pelo Tribunal de Justiça sob o argumento de apologia ao crime e incitação ao uso de drogas


Os organizadores dizem que a nova marcha seria "pacífica e festiva" e teria como proposta a ampla defesa do direito de liberdade de expressão. Estavam convidados a participar do ato grupos como o do movimento negro, mulheres que defendem a legalização do aborto e ciclistas que lutam por mais espaço no trânsito da metrópole

A Polícia Militar e a organização da Marcha da Liberdade fizeram um acordo para que o ato aconteça em segurança, desde que não haja apologia a qualquer tipo de droga

O ato foi proibido pela Justiça de São Paulo na sexta-feira (27). Na decisão, o desembargador Paulo Antonio Rossi afirma que o Ministério Público alegou que os participantes "pretendem dissimular o objeto patrocinado pela ‘Marcha da Maconha’, que seria a indução e instigação ao uso indevido de droga frente a uma numerosa parcela da sociedade paulistana"


Mesmo assim, a marcha saiu da avenida Paulista por volta das 16h, desceu a rua da Consolação, e terminou na praça da República, onde houve shows de bandas independentes

Flores foram distribuídas aos manifestantes

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