Mortes causadas pelo cigarro chegam a 200 mil por ano no País

GHC e SES se mobilizam no combate e na prevenção ao tabagismo


Elaine aproveita Dia Mundial sem Tabaco para ações
 de prevenção.

O tabagismo é a primeira causa de morte evitável no mundo e um dos fatores de risco para mais de 70 tipos de doenças como, por exemplo, as doenças coronárias, o câncer e a doença pulmonar obstrutiva crônica. São estimadas cinco milhões de mortes por ano relacionadas ao tabagismo, sendo 200 mil óbitos apenas no Brasil.
Considerado uma epidemia, o tabagismo apresenta números expressivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). São mais de 1,3 bilhão de fumantes, sendo 80% nos países em desenvolvimento, que consomem 20 bilhões de cigarros por dia. Outros dois bilhões de pessoas são fumantes passivos. O tabagismo passivo é apontado como a terceira maior causa de morte evitável, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. Outro dado da OMS revela que 80% das pessoas querem parar de fumar, mas apenas 3% atingem o seu objetivo a cada ano.
Em função destes e de tantos outros números alarmantes envolvendo o tabagismo, o Dia Mundial Sem Tabaco foi instituído pela OMS. Na Capital, das 8h30min às 13h, voluntários irão distribuir materiais informativos e orientarão pacientes e funcionários do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) sobre os riscos à saúde provocados pelo cigarro, na entrada dos hospitais Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina.

 
GABRIELA DI BELLA/JC

A médica especialista em dependência química do GHC Elaine Segura destaca a importância de atividades como a realizada neste dia. "Com o auxílio de funcionários da instituição, o personagem Caveira vai circular pelos hospitais distribuindo cigarros que na verdade são mensagens enroladas trazendo alertas para os fumantes sobre os males do fumo", explica Elaine. Segundo a especialista, o principal motivo da entrada de pacientes nos setores de pneumologia, cardiologia e cirurgia vascular nos hospitais do grupo se dá em função do tabaco.
"Bronquites, enfisemas, câncer de pulmão, infarto, angina e falta de circulação nos membros inferiores são as principais causas apresentadas pelos fumantes que procuram as unidades", exemplifica Elaine.

Uma opção para quem quer abandonar o vício é procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa. Através do Sistema Único de Saúde (SUS), o GHC possui o Programa de Tratamento do Tabagismo. Mensalmente, um grupo de 25 a 30 pessoas é formado e conta com acompanhamento técnico e médico de no mínimo um ano. O paciente receberá alta após um período de 365 dias sem fumar.Os grupos provem oito encontros semanais, paralelos às consultas médicas. "As reuniões associadas com os atendimentos no consultório auxiliam o médico na avaliação da necessidade ou não de uma medicação ao tabagista", explica Elaine. O tratamento cognitivo e comportamental é realizado no Hospital Conceição, após encaminhamento da Central de Marcação, que recebe o paciente em um posto de saúde do SUS.

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