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Casal homossexual tenta 5 cartórios até conseguir união estável

Mesmo com a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união estável homoafetiva, na última sexta-feira (6), ainda é difícil para casais homossexuais encontrar cartórios que aceitem assinar o documento. Ontem (9) o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e seu companheiro, o britânico Davis Harrat, oficializaram a união estável no 6º Tabelionato de Curitiba (PR), após procurar por cinco cartórios.
Mães de maio lançam livro nesta quinta

A ONG Mães de Maio, inspirada na entidade argentina composta por mães de perseguidos políticos durante a ditadura, acaba de lançar na web o livro "Mães de Maio - Do Luto à Luta", retratando o olhar de familiares dos jovens mortos por policiais em maio de 2006, período em que ocorriam ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), durante o governo de Claudio Lembro (DEM) no estado de São Paulo.

Mães de Maio/Jornal Percurso
Protesto da entidade relembra os cinco anos dos ataques.

Mães de maio lançam livro nesta quinta

A ONG Mães de Maio, inspirada na entidade argentina composta por mães de perseguidos políticos durante a ditadura, acaba de lançar na web o livro "Mães de Maio - Do Luto à Luta", retratando o olhar de familiares dos jovens mortos por policiais em maio de 2006, período em que ocorriam ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), durante o governo de Claudio Lembro (DEM) no estado de São Paulo.

Mães de Maio/Jornal Percurso
Protesto da entidade relembra os cinco anos dos ataques.
 
"O estado (de SP) está matando o trabalhador, a polícia matou meu filho. Falta boa vontade para mostrar que, na suposta reação policial, inocentes foram mortos", afirmou a coordenadora da entidade, Débora Maria da Silva, mãe de Edson Rogério Silva dos Santos, 29, que era gari e foi assassinado durante os ataques.


Lançamento do livro
O lançamento oficial da obra ocorre em um ato público na próxima quinta-feira (12), no Sindicato dos Jornalistas, sob a convocatória: "Mães que perderam seus filhos nos Crimes de Maio de 2006 em São Paulo contam sua trajetória em busca da verdade e da justiça. Foram 493 mortos na semana do dia das Mães, 70% deles com idade entre 11 e 29 anos. Até hoje elas não têm resposta - muito menos justiça".Cinco anos de violência.

Esta segunda (9) marca o aniversário de 5 anos da onda de ataques da facção criminosa no Estado, que matou cerca de 490 pessoas, sendo que em 122 casos a morte foi causada por ação policial.
Foto: Evelson de Freitas/02.09.2009/AE

Mães de Maio fazem protesto em setembro de 2009 espalhando cartazes com fotos de vítimas do ataque da facção criminosa à cidade de São Paulo

Informações do estudo "São Paulo Sob Achaque", produzido pela ONG de defesa de direitos humanos Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard, indicam que a corrupção policial contra membros do grupo, a falta de integração dos aparatos repressivos do Estado e a transferência que uniu 765 chefes do PCC na prisão de segurança máxima de Presidente Venceslau, foram os três principais fatores que permitiram a onda de violência.

Sandra Carvalho, diretora da ONG Justiça Global, afirmou em nota: "O maio de 2006 não foi puramente uma manifestação da violência, precisamos ter a visão do todo e como esse todo contribuiu para a eclosão daquele momento. [...] Passados cinco anos, nossa pesquisa indica que não foram construídos mecanismos eficazes, consistentes de superação e de enfrentamento para essa situação".

Negociação


O documento também aponta que passados dois dias após os primeiros atentados, o então governador Claudio Lembo (DEM) enviou representantes para uma negociação com chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um presídio, pedindo o fim dos ataques. O governo nega as informações.

Quase cinco anos após os crimes de maio, as mães que tiveram seus filhos assassinados em uma retaliação aos ataques de uma facção criminosa que age a partir dos presídios paulistas ainda não viram a Justiça ser feita para os seus filhos. Os crimes foram cometidos em um período de 20 dias, contados a partir de 12 de maio de 2006. No total, 493 pessoas foram mortas em todo o Estado, sendo 446 civis. De acordo com o movimento Mães de Maio, a maioria desses casos foi arquivado pela Justiça.

Fonte: MTV, com informações do R7
Matéria atualizada às 19h44 para substituição do termo "criminosos" por "jovens" no início da matéria


Casal homossexual tenta 5 cartórios até conseguir união estável

Mesmo com a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união estável homoafetiva, na última sexta-feira (6), ainda é difícil para casais homossexuais encontrar cartórios que aceitem assinar o documento. Ontem (9) o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e seu companheiro, o britânico Davis Harrat, oficializaram a união estável no 6º Tabelionato de Curitiba (PR), após procurar por cinco cartórios.


"Entendemos que os cartórios estão inseguros pelo fato de ser uma decisão recente", disse Toni, durante a assinatura do contrato de união estável. Os cartórios alegaram para os advogados que aguardam orientações sobre como proceder nestes casos. Toni e David, que levaram para o local a bandeira com as cores do arco-íris, que representam a luta dos homossexuais, vivem juntos há 21 anos.

Após a assinatura, os dois foram com o documento direto para a Vara da Infância, ondem já tentam adotar um casal de crianças, sem sucesso, desde 2005. O casal espera que agora, com o acordo de união estável firmado, isso também se torne mais fácil. Os dois já tem um quarto montado em sua casa para receber as crianças.

Fonte: Diário de Canoas

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