Nem os petistas se entendem ...

... na Câmara

Líder do governo na Casa, Vaccarezza tromba com o líder do PT, Paulo Teixeira; falta de sintonia se reflete em votações

    A votação do Código Florestal deixou mais evidentes as divergências entre os líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e do PT, Paulo Teixeira (SP). Em pé de guerra desde o ano passado, os dois petistas ficaram em lados opostos: enquanto Vaccarezza assumiu a defesa do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), Teixeira tentou atrasar a votação do projeto no plenário.



    Denise Madueño e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
     
    Nos bastidores, Teixeira chegou a ser acusado de trabalhar para obstruir o avanço das negociações em busca de um acordo entre governo, ruralistas e ambientalistas. A atuação do líder do PT na sessão de quarta-feira à noite serviu para pôr mais combustível no clima tenso da votação do Código. Teixeira disse que o texto apresentado pelo relator no plenário era diferente do que tinha sido entregue a ele. Momentos depois, Vaccarezza subiu à tribuna e defendeu o relatório apresentado por Rebelo.
    Não é de hoje que Teixeira e Vaccarezza vivem às turras. A relação entre os dois estão azedas desde o processo de escolha do candidato à presidência da Câmara. Na época, Vaccarezza foi derrotado com a ajuda do grupo de Teixeira, que apoiou a candidatura de Marco Maia (PT-RS) para comandar a Câmara.
    Com a eleição de Maia, o grupo de Teixeira passou a trabalhar para tirar Vaccarezza da liderança do governo. Em conversas reservadas, os petistas da Mensagem ao Partido enumeravam "erros" cometidos por Vaccarezza em 2010, quando foi líder do governo no último ano de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O "fogo amigo" não surtiu efeito e a presidente Dilma Rousseff manteve Vaccarezza no posto.

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