Violência no Oriente Médio ...

... deixa 850 mortos na Síria e preocupa os russos


Síria
Os protestos se intensificam na Síria e, em proporção dobrada, a repressão do governo
O número de mortos na Síria pode chegar a 850 e milhares de manifestantes têm sido presos durante uma repressão militar de dois meses, informou ontem o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas.
– Pedimos novamente que o governo exercite o comedimento, para parar com o uso da força e as prisões em massa para silenciar os oponentes – disse Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, em entrevista coletiva.



A estimativa de entre 700 e 850 mortes, baseada em informações de ativistas de direitos humanos “tem grande probabilidade de ser genuína”, acrescentou o porta-voz. Colville expressou preocupação sobre a prisão e a tortura de dissidentes no Barein, incluindo a morte de quatro presos enquanto estavam sob custódia. O porta-voz também anunciou que o Iêmen aceitou uma visita de uma delegação de direitos humanos da ONU, que pode acontecer em junho.

Preocupação com a Líbia
A Rússia pediu nesta sexta-feira que as negociações entre os rebeldes líbios e o governo de Muammar Gaddafi sejam realizadas o mais rápido possível, e ressaltou a oposição de Moscou a qualquer interferência estrangeira na Síria ou em outros países da região. Em comentários no Cazaquistão, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, também disse que o Irã deve participar de uma “conversa séria” com as potências globais para tranquilizar as preocupações de que o país estaria desenvolvendo armas nucleares, segundo agências de notícias russas.
O ministro disse que as negociações da Rússia com o Ocidente sobre a cooperação europeia em defesa antimíssil estavam ocorrendo lentamente e sugeriu maior iniciativa política por parte do governo do presidente dos EUA, Barack Obama, para que houvesse progresso antes da cúpula do G8 ainda neste mês.
– Não queremos que o cenário da Líbia se repita – sem mencionar que a própria situação na Líbia deve ser trazida para um canal político o mais rápido possível. É necessário utilizar os serviços do enviado especial do secretário-geral da ONU e as propostas de mediação da União Africana para sentar e buscar um acordo sem qualquer condições – disse Lavrov a jornalistas russos, segundo a Interfax.
Ele sugeriu que a resolução do conflito conduziria a um novo governo, mas que as negociações com o governo de Gaddafi eram inevitáveis.

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