Bombeiros e bancada governista na Alerj voltam a negociar propostas nesta quarta

Reunião tentará chegar a acordo viável para as duas partes, dizem deputados
 
O encontro entre os representantes dos bombeiros manifestantes e do governo do Estado do Rio de Janeiro acontecerá nesta quarta-feira (15). A reunião foi marcada após quatro deputados da base que dá apoio à reivindicação dos bombeiros - Janira Rocha (PSOL), Marcelo Freixo (PSOL), Luiz Paulo (PSDB) e Flavio Bolsonaro (PP)- conversarem com o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o deputado Paulo Melo (PMDB). Na segunda-feira (13), os parlamentares chegaram a dizer que a reunião poderia acontecer nesta terça-feira (14).

Tainá Lara

O objetivo do encontro é negociar um acordo que seja viável para as duas partes. Freixo disse que o encontro com o presidente da Casa mostrou que o governo esta aberto para conversas. A reunião acontece às 12h, de acordo com os parlamentares.

- Entendemos que é difícil para o governo pagar, mas também é difícil viver com r$ 950. Mas o que sinto é que o presidente [da Alerj] esta disposto a negociar.

Recursos para os aumentos

Os deputados afirmam que não são os responsáveis por apresentar de quais locais os recursos necessários para os reajustes devem ser retirados. Entretanto, existem debates de possíveis recursos.
Na segunda-feira (13), deputados da oposição, favoráveis à causa dos bombeiros, fizeram uma emenda que propõe que as parcelas de reajuste salarial que seriam pagas até 2014 sejam antecipadas. Com isso, os soldados passariam a receber R$ 1.584. Mas, para atender as reivindicações dos militares que pedem um salário de R$ 2.000, os parlamentares também fizeram a proposta de aumento de 33%, que colocaria o piso da categoria no valor de R$ 2.111.
Para o deputado Luiz Paulo, os investimentos poderiam vir da venda dos ativos do Berj (Banco do Estado do Rio de Janeiro).

- Primeiro, quem tem que arranjar fontes para os reajustes é o governo. Mas, uma sugestão é usar parte dos R$ 1,8 bilhão da venda do Berj.

Já Freixo demonstrou que o governo estadual utiliza apenas 27,33% dos recursos para pagamento de folha de pagamento.

- O governo poderia gastar ate 49% dos recursos com despesas pessoais, mas de consideramos só a margem de prudência, que diz que 46,55% para folha de pagamento, teríamos ainda cerca de R$ 16 bilhões para serem usados.

O deputado explicou que o calculo foi baseado nos dados do relatório de gestão fiscal durante o período de maio de 2010 a abril de 2011.

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