Bombeiros não reconhecem entidade que reivindicam salário de R$ 2.900

Defensoria Pública pode entrar com pedido de liberdade para os 439 presos

Os bombeiros do Rio de Janeiro não reconhecem a proposta de reajuste salarial de R$ 2.900 anunciada nesta quinta-feira (9) pela Frente Unificada das Entidades de Classe de Segurança Pública.
O capitão Lauro Botto, do quartel de Resende, no Sul Fluminense, agradeceu o apoio da população e disse que nenhuma entidade de classe está apta a negociar pelos bombeiros.
- A proposta de R$ 2.900 chegou até nós por meio da imprensa. O apoio dessas associações de maneira honesta é bem-vindo, mas não tivemos contato com essas entidades. Desde o início, queríamos R$ 2.000 de salário líquido e o vale-transporte.


Evelyn Moraes
Ainda de acordo com o capitão, as negociações ficaram em segundo plano desde o último sábado quando os 439 bombeiros foram presos.
- Toda e qualquer negociação passa anistia dos nossos heróis que estão presos. A prioridade é a libertação deles.
Outro representante do movimento, o cabo Laércio Soares afirmou que mesmo se houve negociação salarial com o governo, os militares permanecerão acampados na porta da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) até a libertação dos militares presos.
O defensor público Luís Felipe Drumond, que defende os 439 bombeiros presos, disse que pode entrar com uma petição ou um pedido de liberdade, a partir da decisão da Justiça, que negou relaxamento de prisão.
- A defensoria recebeu hoje pela manhã a decisão e vamos analisar. Pode ser que entremos com outro recurso para que os bombeiros sejam soltos.

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