Coluna de Carlos Sepúlveda


NAMORADINHA

Namorada minha
tão ausente
assim sozinha.
Namorada minha
estrela luminosa
rubra rosa de plenilúnio.

Namorada minha
memória de mim
solitariamente.

Um corpo etéreo
de etérea palidez
embriagada de beijos
como não existissem.
Apenas uma sombra vagando
no mim de mim
espasseando.

Namorada minha,
vivendo de não existir
como se de coisa fosse ( feita),
de áspera concretude
mas que é minha
namoradinha.
De dia, de noitinha
de manhãzinha

            namorada minha
            na morada de mim
            melhor de mim
                       tu és. Quase minha.

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