Governo lança hoje Brasil sem Miséria, com meta de tirar 16 milhões da extrema pobreza

Programa tem como objetivo atingir famílias que vivem com menos de R$ 70 mensais
 Política Aflora

Celso Junior/AE/16.07.2009
Celso Junior/AE/16.07.2009
Brasil ainda tem 16 milhões de pessoas vivendo na miséria, ou seja, que ganham até R$ 70 por mês

A presidente Dilma Rousseff e o MDS (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome) lançam, às 11h desta quinta-feira (2), em Brasília, o plano Brasil sem Miséria, novo programa de erradicação do governo federal, cujo objetivo é tirar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema. 

Principal promessa de campanha eleitoral de Dilma, o plano será voltado às famílias cuja renda per capita não ultrapasse R$ 70 mensais.
Entre as ações já definidas pelo governo estão transferência de renda, garantia de acesso a serviços públicos, como educação e saúde, e inclusão produtiva, ou seja, dar meios para que as pessoas em situação de pobreza consigam ter acesso a empregos e meios próprios de subsistência.
Embora atendam a públicos diferentes, o Brasil sem Miséria vem para fortalecer e complementar o programa Bolsa Família – considerado uma das maiores marcas de sucesso do governo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2010).

Pobreza no Brasil
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) recentemente divulgados pelo MDS, a miséria se concentra na zona rural. Dos 29,83 milhões de brasileiros que moram no campo, um em cada quatro é extremamente pobre.

Os dados mostram ainda que, apesar de avanços recentes conquistados graças ao Bolsa Família, a região Nordeste ainda é a que mais sofre com a miséria. Das 16,27 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema no Brasil, mais da metade – 9,61 milhões – reside nos Estados do Nordeste.
Num recorte de cor e raça, as informações demonstram que a população preta ou parda ainda é a que mais sofre com a miséria – 70,8% do total da população em pobreza extrema é preta ou parda. Já o percentual de miseráveis é maior entre os indígenas – de 817.963, 326.375 (40%) vivem com menos de R$ 70 por mês.
Além de Dilma, participam do lançamento do programa a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento), e outros ministros cujas pastas devem participar das ações do projeto.

chamada pobreza info

 

PT contraria Lula e começa a brigar pela vaga de Palocci

Gilberto Carvalho e Paulo Bernardo são cotados para assumir a Casa Civil
Agência Estado

Na contramão da estratégia traçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigentes e líderes do PT não só querem a saída do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, como já discutem pelo menos dois nomes para substituí-lo. O argumento é o de que a manutenção de Palocci provoca enorme desgaste ao governo da presidente Dilma Rousseff e sua preservação aumentará ainda mais a crise política.
Um sintoma da mudança de tom em relação a Palocci ocorrerá na reunião desta quinta-feira (2) da Executiva Nacional do PT, em Brasília. Na prática, o partido de Dilma lavará as mãos: não produzirá resolução apoiando o ministro, mas também não pedirá sua cabeça em público. A fragilidade cada vez maior de Palocci - convocado ontem para prestar esclarecimentos na Comissão de Agricultura da Câmara - já alimenta uma disputa fratricida no PT pelo espólio da Casa Civil. Dois nomes são citados para a vaga: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Paulo Bernardo (Comunicações).

Para queimar Bernardo, grupos que se opõem a ele vazaram a informação de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pedira a saída de Palocci em um almoço oferecido a Lula, em Brasília, na semana passada. Foi uma tentativa de constrangimento, já que Gleisi é mulher de Bernardo. Ela telefonou para Palocci ontem para desfazer o que chamou de "intriga" com o objetivo de atingir Bernardo. No almoço com Lula, a senadora perguntou ao ex-presidente até que ponto valia "queimar gordura" para defender Palocci por causa de um projeto pessoal do ministro, se ele não dava explicações sobre a evolução do seu patrimônio.Com o governo sob cerco político, outros petistas reforçaram ontem o coro das cobranças a Palocci, acusado de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. De nada adiantaram os apelos de Lula, que, antes de viajar para Cuba, chamou companheiros a seu escritório, em São Paulo, para pedir que não rifassem o chefe de Casa Civil.
- Se vocês não segurarem Palocci, a oposição não vai dar sossego.

Dilma promove hoje maior evento de seu governo

A cerimônia de lançamento do plano Brasil sem Miséria, prevista para as 11h da manhã de hoje, no Palácio do Planalto foi preparada para ser o grande evento desta primeira fase do governo Dilma Rousseff, já que se trata do anúncio do programa através do qual a presidente pretende fazer cumprir sua principal promessa: a de erradicar a miséria. Pelo menos oitocentos convidados já confirmaram presença. A lista inclui todos os deputados e senadores, governadores, organismos internacionais e toda a equipe de ministros.

O plano visa tirar da pobreza extrema 16,2 milhões de brasileiro por meio de ações de transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva.
A intenção do governo é unir todos os programas sociais que deram certo no governo Lula e juntar a eles medidas capazes de ajudar os mais pobres do país a ascenderem na pirâmide social. O esforço pretende levar o país a atingir as metas de desenvolvimento do milênio, que foram fixadas pela Organização das Nações Unidas. No caso do Brasil e dos países que se comprometeram em alcançar as metas, tais parâmetros devem ser alcançados até 2015.
Uma das maiores preocupações do governo é encontrar maneiras de retirar da dependência quase 80% das 12 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. Estas pessoas estão fora do mercado de trabalho e têm dificuldades de conseguir um emprego por causa da baixa escolaridade. O valor do benefício pago, atualmente, a cada família varia de R$ 32 a R$ 242.
Apresentação prévia - Para preparar o ambiente político para o lançamento desta quinta, a presidente Dilma fez questão de convocar o Conselho Político, composto pelos presidentes dos partidos aliados, para lhes apresentar o Plano em primeira mão. A ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, também havia apresentado uma versão preliminar do programa a vários segmentos da sociedade civil, incluindo trabalhadores rurais e entidades religiosas.
Enviado por Cláudia Gonçalves, da TV Record

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