Petróleo e gás:


 presença estrangeira aumenta 38% na Brasil OffShore


Cerca de 40 países estiveram presentes na 6ª edição da Feira Brasil OffShore, realizado entre terça-feira passada (14) e ontem (17), no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé. O evento reuniu cerca de 700 expositores nacionais e internacionais – deste total, 282 participaram pela primeira vez do encontro. A presença estrangeira foi o destaque nos quatro dias da Feira, com incremento de 38% em relação à ultima edição.
Estrearam no evento representantes de países como Polônia, Áustria, Dinamarca, Espanha, Austrália, Bélgica, Canadá e Irlanda. Já França e Alemanha duplicaram a quantidade de empresas, em comparação a 2009.
 
Segundo o diretorda Reed Exhibitions Alcântara Machado, Paulo Rezende, a confirmação que a cidade de Macaé sediará a Brasil Offshore por mais 10 anos reforça a importância do evento no calendário mundial do segmento.

“O crescimento do interesse de outros países na feira mostra a consolidação das empresas brasileiras no setor. E a convivência de companhias internacionais, respeitando as políticas e regulamentações de exploração, evidencia o mercado promissor do segmento de petróleo e gás”, analisa.
Pré-sal
A tecnologia para exploração do pré-sal foi um dos principais temas trabalhados por expositores e palestrantes. Serviços e produtos foram amplamente apresentados, e a perspectiva, segundo os organizadores, é que os desdobramentos da feira colaborem ainda mais para a expansão do setor.
De acordo com Fernando Machado, co-chair da Conferência, os desafios da camada pré-sal, devido às grandes profundidades, levaram as sessões a terem um grande apelo para tecnologia.
“A Conferência Internacional é uma vitrine para que as empresas mostrem sua tecnologia, a aplicabilidade de seus produtos e suas soluções”, afirma Machado.
Conferência de petróleo e gás
Em paralelo ao evento, ocorreu a Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás, na qual foram apresentados 93 trabalhos de 15 países. O encontro foi organizado pela Society of Petroleum Engineers (SPE) epelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
Cerca de 50% dos trabalhos foram voltados para tecnologia de construção de poços, área que demanda maior investimento quando se trata de pré-sal. Outros assuntos também abordados na conferência foram reservatório, escoamento e processamento submarino, plataformas FPSO, gerenciamento de projetos e controle de areia.
O volume total de negócios, de visitantes, e da rodada de negócios da Brasil OffShore 2011 estão sendo apurados e serão divulgados na próxima quarta-feira).  Antes do final da rodada de negócios de quinta-feira, o Sebrae RJ, um dos organizadores da rodada, juntamente com a  Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), divulgou um pré-balanço de expectativa de negócios na ordem de R$ 163 milhões. O número supera o total de negócios registrado na edição passada, em 2009, que foi de aproximadamente R$ 120 milhões.
Noruega
Além de ter sido recebida pelo prefeito de Macaé, Riverton Mussi, a delegação da Noruega, composta por representantes de 10 empresas do setor de óleo e gás, visitou na manhã de quinta-feira os pólos industriais offshore em Macaé. O Subsecretário de Indústria e Comércio, Edmílson Gonçalves, apresentou as áreas disponíveis na cidade para a instalação de novas empresas para o grupo.
"A visita deles é uma consequência da missão de negócios que fizemos a vários países, inclusive à Noruega, recentemente", disse Edmílson. "O grupo demonstrou comprometimento e interesse em investir no município".
À noite, o grupo participou de uma apresentação do Sistema Firjan na unidade do Senai localizada no bairro Botafogo. O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Cliton da Silva Santos, e o presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (FUMDEC), Francisco Navega, também participaram do encontro na Firjan, que encerrou a visita da delegação norueguesa a Macaé.

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