Prisão de bombeiros por oficial da PM é ilegal

Defensoria Pública afirma

Justiça Militar tem cinco dias para analisar pedido de relaxamento da prisão

Mariana Costa
 
A prisão dos 439 bombeiros que invadiram o Quartel Central no último sábado (4) por um oficial da Polícia Militar e não pelo comandante da corporação e a falta do auto de prisão em flagrante foram os principais argumentos da Defensoria Pública para pedir o relaxamento da prisão junto à Justiça Militar nesta quarta-feira (8). Cinco dias após a prisão, os defensores que representam o grupo ainda não receberam o documento que deveria apontar os crimes que cada um dos 439 bombeiros teriam cometido ao invadir o Quartel Central. Segundo o defensor público Luis Felipe Drummond, a falta do auto de prisão em flagrante dificulta a defesa dos bombeiros.
- Sabemos apenas os artigos em que eles seriam enquadrados, que são motim, dano ao patrimônio público e impedimento ao socorro. Não sabemos, no entanto, qual foi a conduta de cada um deles. Todos os 439 depredaram o quartel? Temos informações inclusive de que alguns foram detidos do lado de fora.
Para Drummond, manter mais de 400 homens presos é um risco à ordem pública. A Justiça Militar tem o prazo de cinco dias para analisar o pedido dos defensores.
Ele e outros dois defensores vão se reunir com familiares dos militares presos no início da tarde desta quarta-feira (8) para informar aos parentes a estratégia de defesa para libertar os bombeiros.
Aos poucos, começa a aumentar o número de militares que ocupam pelo quinto dia consecutivo as escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). O movimento segue de forma pacífica e já ganhou a adesão de pescadores, policiais militares, professores da rede pública do Rio e de diversas centrais sindicais.

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