Professores e bombeiros pressionam legislativo a intermediar negociações com o governo



Categorias grevistas devem se encontrar em manifestação nesta quinta-feira, na Alerj

Professores e funcionários da educação do Estado do Rio de Janeiro, em greve desde a última terça-feira (7), irão se reunir na tarde desta quinta (9) em frente à Alerj (Assembleia Legislativa). O protesto vai de encontro à manifestação do Corpo de Bombeiros, acampados no local desde sexta-feira (3). As duas ações têm o mesmo objetivo: pressionar o Poder Legislativo a abrir uma negociação com o governo do Estado.
De acordo com Sérgio Paulo Aurnheimer, diretor do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), a greve iniciou porque o governo não respondeu ao pedido de negociação. Aurnheimer afirma que “a ideia é continuar com a mobilização, pelo menos até a próxima terça-feira”, quando irá acontecer a próxima assembleia.
- Queremos abrir um canal de negociação com o governo. Vamos colocar o máximo de pressão sobre o governo estadual para que responda às nossas reivindicações.


A principal reivindicação é o aumento emergencial de 26% para professores e funcionários das escolas estaduais. A categoria pede também a incorporação imediata, em 2011, de todas as parcelas pendentes de gratificações, que está prevista para terminar somente em 2015. Os grevistas querem ainda que o governo siga regularmente o plano de carreira, que, segundo eles, não é respeitado.

Ainda segundo Aurnheimer, cerca de
60% das escolas estaduais já aderiram à paralisação, o que representa mais de 40 mil funcionários, se for contabilizado, além dos professores, as pessoas que ocupam cargos administrativos.

De acordo com a Seeduc (Secretaria de Estado de Educação), menos de 2% dos 51 mil professores paralisaram as atividades nos dois primeiros turnos e 17 escolas estaduais ficaram fechadas em todo o Estado.

Em nota, a Seeduc diz que está em permanente contato com as Secretarias de Fazenda e de Planejamento para analisar melhorias para a categoria. A rede estadual de ensino conta com 1.457 unidades escolares, 1,1 milhão alunos e 75 mil professores.

Bombeiros:

Segundo o diretor do Sepe, esta é uma situação que combina duas categorias diferentes (bombeiros e professores) com o mesmo objetivo, que é pressionar o legislativo para que abra as negociações entre o poder executivo e as categorias em luta. Os funcionários da educação irão se reunir no local nesta quinta-feira (9) a partir das 16h para ver se a comissão de educação, deputados e lideranças do governo auxiliem nas negociações.

- Se o governador não quer abrir a negociação por ele mesmo, o Poder Legislativo pode assumir essa tarefa.

 

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