“Sobrevivemos à base de xixi”, diz pescador após mais de 20 dias à deriva em alto mar


João Pedro Lazanha / R7naufrago

Pescadores foram hospitalizados após chegarem à sede da Capitania dos Portos, no centro do Rio

Os seis pescadores, que estavam desaparecidos há mais de 20 dias e chegaram à cidade do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (28), contaram como sobreviveram em alto mar por quase um mês. Eles foram encontrados no litoral do Estado de Santa Catarina. Maicom Lima Santos, de 24 anos, um dos sobreviventes, afirmou que após três dias, a tripulação não tinha mais suprimentos para mantê-los e, por isso, passou a ingerir a própria urina.

Segundo o comandante e capitão de mar e guerra, Walter Bombarda, os tripulantes da embarcação Wiltamar 3 foram localizados no litoral de Santa Catarina por um navio de bandeira italiana na noite desta segunda-feira (27).


Os pescadores desembarcaram às 15h15 na Capitania dos Portos, região portuária do Rio. Três dos resgatados chegaram em macas, cobertos por uma manta isolante para evitar a hipotermia. Eles passaram alguns dias sob baixa temperatura. Os outros chegaram amparados por marinheiros e bombeiros, pois não tinham forças para andar.

Mães, esposas e familiares esperavam ansiosamente o desembarque. De acordo com o dono da embarcação, o último contato realizado pela “wiltamar 3” foi no dia 6 de junho, o que contabilizaria 22 dias sem qualquer tipo de contato.
Maria das Graças, mãe de Maicom, diz que, se depender dela, ele nunca mais voltará a pescar.
- Eu não quero mais passar por isso. Espero que nenhuma mãe passe pelo que eu passei. É um milagre, mas sofri bastante.
Os náufragos foram rapidamente encaminhados a três hospitais do Rio: Souza Aguiar, no centro; Miguel Couto, no Leblon (zona sul), e Salgado Filho, no Méier (zona norte).
R7

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