Canadá doa R$ 82 milhões para ajudar vítimas da fome na África


Unicef diz que 780 mil crianças morrerão de fome se não receberem ajuda

EFE

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Mustafa Abdi/AFP
Mãe somali segura bebê enquanto espera para receber ajuda humanitária em Mogadishu, na Somália

O governo do Canadá disse nesta sexta-feira (22) que aumentará sua contribuição financeira para ajudar as vítimas da crise de fome da Somália. O país pretende doar o valor equivalente a R$ 82 milhões (50 milhões de dólares canadenses) que serão somadas aos mais de 22 milhões de dólares já doados este ano para a região.
O Canadá disse que o Programa Mundial de Alimentos receberá 25 milhões de dólares. Os outros 25 milhões irão para outras agências da ONU e ONGs que operam na região proporcionando alimentação, água e outros tipos de ajuda.
Nesta sexta-feira a Unicef disse que 780 mil crianças morrerão de fome na Somália se não receberem ajuda urgente e que, se for somada a situação do Quênia e da Etiópia, a desnutrição severa afeta 2,3 milhões de pessoas.
O anúncio da contribuição aconteceu no final de uma visita que a ministra de Cooperação Internacional canadense, Bev Oda, realizou a um campo de refugiados na localidade queniana de Dadaab. "Hoje vi uma verdadeira crise humanitária em Dadaab. As histórias de como as mulheres e crianças lutam para chegar ao campo são incríveis", afirmou Oda através de um comunicado. "Sua perseverança e coragem devem ser igualadas por nosso desejo de ajudar", acrescentou a ministra canadense.
O Canadá disse que criou um Fundo de Ajuda para a Seca da África Oriental e que por cada dólar que indivíduos canadenses doem a organizações humanitárias que operam na região, o Governo canadense contribuirá com a mesma quantidade para o fundo.

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