Em São Paulo, cerca de 500 pessoas se reúnem para a Marcha da Maconha

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Daia Oliver/R7
Manifestantes se reúnem na tarde deste sábado (2) na avenida Paulista

Cerca de 500 pessoas se concentravam no vão livre no Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, por volta das 16h para a Marcha da Maconha na tarde deste sábado (2). O público começou a se reunir desde as 14h.


Segundo os organizadores, essa é a primeira vez depois de quatro anos de proibições pela Justiça (que alegava apologia ao crime) que o protesto ocorrerá sem censuras. No dia 15 de junho, o STF (Supremo Tribunal Federal)
liberou o evento por unanimidade.

Com oito votos, o Supremo decidiu que as manifestações a favor da droga podem ser feitas no país. Para o Supremo, proibir a marcha é violar a liberdade de expressão e de reunião de pessoas.

Os organizadores afirmam que a Marcha da Maconha é uma manifestação pública que defende a regulamentação do plantio, distribuição e o uso. Eles afirmaram também que até agora há 5.000 pessoas confirmando presença no local pelas redes sociais. A Polícia Militar disse, na manhã deste sábado, que irá acompanhar o evento.
Governador
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, afirmou que a liberação da Marcha da Maconha em todo o país pelo STF vai evitar
novos confrontos como os que ocorreram na última manifestação em SP com a Polícia Militar, em maio deste ano. Na ocasião, a corporação acabou prendendo seis pessoas e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes.
- Acho que vai diminuir os conflitos. O primeiro episódio ocorreu porque houve uma decisão judicial que proibia a marcha. Então, o que você faz? Cumpre o que o juiz falou e não deixa ninguém sair na rua, ou descumpre uma decisão e deixa as pessoas? É uma coisa esquisita.

Dias antes da manifestação, a Justiça, a pedido de representantes do Ministério Público do Gaerpa (Grupo de Atuação Especial de Repressão e Prevenção aos Crimes Previstos na Lei Antitóxicos), proibiu a marcha que reivindica a legalização da maconha. As pessoas saíram para a rua e depois fizeram um acordo com a PM, afirmando que não fariam apologia à droga.

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