Greve dos professores: nova reunião nesta terça-feira

Categoria irá analisar negociações com o governo estadual

Paulo Araújo / Agência O Dia
Barracas professores
Professores e profissionais de educação se reúnem nesta terça para avaliar os rumos da greve

 
Professores e funcionários estaduais de educação, que estão em greve desde o dia 7 de junho, irão se reunir nesta terça-feira (18) em um conselho deliberativo para avaliar o andamento das possíveis negociações com o governo estadual e discutir os rumos da greve. A reunião acontecerá a partir das 10h na sede do Sepe (Sindicato Estadual de Educação), no centro do Rio.
André Paino

A categoria permanece acampada em frente à Secretaria Estadual de Educação desde o dia 12 de julho. De acordo com a organização da manifestação, os grevistas somente irão levantar acampamento caso as reivindicações sejam atendidas pelo governo.

A última
reunião entre os professores e o governo aconteceu na última quinta-feira (14) e terminou sem negociação. O encontro teve a presença do secretário de Educação, Wilson Risolia, do secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, do secretário de Governo, Wilson Barros, do presidente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), de Paulo Ramos (PMDB) e mais dez deputados.

Reivindicações:
Os profissionais reivindicam um reajuste salarial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova Escola, e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativo. Com essa reivindicação, de acordo com o Sepe, o piso salarial inicial de um professor deixaria de ser R$ 766 e passaria a R$ 1.080.

O Sepe conseguiu na Justiça uma liminar no dia 7 de julho que impede que o governo estadual desconte os dias não trabalhados nos salários dos profissionais de educação por causa da greve. A decisão pede também que o dinheiro, que eventualmente tenha sido descontado, seja devolvido.
Professores ocupam secretaria:

Os professores
ocuparam a sede da pasta por volta do meio-dia do dia 12 para exigir a reunião com o representante do governo do Estado. Policiais militares do Batalhão de Choque chegaram a lançar spray de pimenta contra os manifestantes, que, mesmo assim, conseguiram entrar.
Antes de ocupar a secretaria, o grupo se reuniu nas escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio) e depois partiu em direção ao prédio onde funciona a secretaria, na rua da Ajuda.
Semanas antes, os professores fizeram uma manifestação que reuniu cerca de 4.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, no Largo do Machado, na zona sul do Rio. De lá, eles seguiram até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e retornaram para Laranjeiras, onde, em assembleia, decidiram manter a greve.

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