Hoje na História


23 de julho de 1993 - A chacina da candelária

Chacina da Candelária: Jornal do Brasil: Sábado, 24 de julho de 1993

"Dizem que ela existe pra ajudar /Dizem que ela existe pra proteger
Eu sei que ela pode te parar / Eu sei que ela pode te prender...


... Dizem pra você obedecer / Dizem pra você responder
Dizem pra você cooperar / Dizem pra você respeitar
Polícia para quem precisa / Polícia para quem precisa de polícia...
"
Titãs


Por volta da meia-noite cerca de 50 crianças de rua dormiam enroladas em cobertores próximo à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Nenhuma percebeu a chegada de dois Chevettes com as placas cobertas por plástico: um táxi, e o outro carro comum, ambos amarelos. Ao perceber que os meninos dormiam, um dos homens fez o sinal para que os comparsas se aproximassem. Em seguida foi o horror. Os homens começaram a atirar indiscriminadamente na direção dos menores.

Enquanto muitos preferiram fugir, sete deles que dormiam sobre uma banca de jornais, preferiram ficar imóveis, e foram executados com tiros na cabeça.

O local escolhido para a chacina foi a Praça Pio X, centro financeiro e sede de um símbolo sagrado do Rio: a Igreja de Nossa Senhora da Candelária.

Na verdade, a operação começara antes, na Rua do Acre, quando o lavador de carros Wagner dos Santos, de 22 anos, e mais dois menores foram apanhados por dois homens e jogados no banco de trás do Chevette amarelo. Wagner recebeu logo um tiro e desmaiou. Quando acordou estava estirado no chão perto do Museu de Arte Moderna, ao lado dos menores mortos.

As crianças e jovens que viviam nas ruas nas imediações da Igreja da Candelária eram atendidos de maneira voluntária pela Sra. Yvonne Bezerra de Mello. Neste dia, com o pedido de socorro, ela mesma conduziu mortos e feridos no seu carro, depois de uma longa espera pela chegada da polícia. 
Muitos dos sobreviventes foram morar debaixo de um viaduto em São Cristóvão e continuaram a serem atendidos pela Sra. Yvonne. Em 1992 o Rio de Janeiro terminou o ano com 424 crimes contra crianças de rua.


Crime repercutiu no mundo

A notícia correu o mundo. Muito se especulou sobre os reais motivos da chacina que causou a morte de seis menores e dois maiores de idade, além de várias crianças e adolescentes feridos.

O sobrevivente Wagner dos Santos testemunhou no processo criminal que indiciou sete policiais, entre militares e civis. Destes três foram condenados. Wagner, hoje em dia, vive na Suíça, protegido depois de receber ameaças de morte. Outro sobrevivente da chacina, Sandro Rosa do Nascimento, mais tarde voltou aos noticiários, quando participou do triste episódio do seqüestro do ônibus 174, também no Rio.
Nasce Bernardo Canal Feijóo

Nasce Bernardo Canal Feijóo

23 de julho de 1897
Bernardo Canal Feijoo Escritor argentino nasceu em 23 de Julho de 1897 e faleceu em 1982. Aos doze anos transferiu-se para Buenos Aires, onde estudou no Colégio Nacional, e em 1918 graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito e Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires. Durante sua permanência nesta cidade recebeu a marca da vanguarda literária que o levou a questionar as pautas estéticas e o pensamento modernistas. A Revolução Russa de 1917 e a Reforma Universitária Argentina de 1918 impressionaram profundamente este provinciano sensível e desperto de apenas vinte anos. Como ensaísta obteve o Primeiro Prêmio da Comissão Nacional de Cultura por sua obra Ensaio sobre a expressão popular artística em Santiago do Estero (1938). Outros trabalhos seus são Mitos Perdidos (1942) e Burla, Credo e Culpa (1952). Intelectual da mais pura estirpe americana, seus trabalhos de investigação, suas obras poéticas e sua literatura dramática foram de vital importância na hora de fazer uma revisão dos conteúdos autóctones na expressão do continente. Desde 1980 foi presidente da Academia Argentina de Letras.
É fundada a Frente Sandinista de Libertação Nacional

É fundada a Frente Sandinista de Libertação Nacional

23 de julho de 1961
A Frente Sandinista de Libertação Nacional (F.S.L.N.) é uma organização política de esquerda de origem social-democrata criada em 23 de Julho de 1961 na Nicarágua pelos políticos Carlos Fonseca Amador, Tomás Borge Martínez e Silvio Mayorga. O grupo proclamou-se seguidor da ideologia e do movimento empreendido pelo líder nicaragüense Augusto C. Sandino (de quem tomou o nome), o qual empreendeu uma guerra de guerrilhas contra a intervenção americana em seu país durante as primeiras décadas do século XX. Atualmente faz parte da Internacional Socialista, identificando-se com as forças social-democratas, trabalhadoras e socialistas democráticas do mundo. O FSLN liderou a luta armada contra a ditadura da família Somoza na Nicarágua a partir de sua fundação, passando por vários períodos, desde muitas ações armadas e políticas até seu quase desaparecimento no início dos anos 70. Em 1974 iniciou um processo crescente de atividades armadas que tiveram seu ponto máximo em meados de 1978 e levaram ao triunfo revolucionário em 1979. Esta luta denominou-se Revolução Nicaragüense ou Revolução Sandinista e terminou com a entrada dos revolucionários em Managua (capital nicaragüense) em 19 de Julho de 1979 e provocou a derrocada da ditadura de Anastasio Somoza Debayle. 

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