Em Petrópolis, estudo do Inea determina demolição


Imóveis estão na nova faixa de exclusão dos rios Carvão e Santo Antônio no Vale do Cuiabá

Carlyle Jr. / R7
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Enxurradas de janeiro passado redefiniram faixa de exclusão
dos rios Carvão e Santo Antônio, no Vale do Cuiabá
Um estudo do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) determinou que 340 casas terão que ser demolidas no Vale do Cuiabá, no distrito de Itaipava, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. O lugar foi um dos mais castigados pela tragédia das chuvas que matou mais 900 pessoas e deixou outras 300 desaparecidas em sete municípios da serra fluminense em janeiro deste ano.
Os imóveis estão em áreas com alto risco de novas inundações. Outras 103 construções estão em nível médio e, por isso, não serão demolidas.

Segundo o Inea, as enxurradas modificaram o tamanho e a profundidade dos rios Carvão e Santo Antônio, que cortam 28 km do Vale do Cuiabá. Desta maneira, as residências foram incluídas na nova faixa de exclusão – distância entre as construções e as margens de rios. Em entrevista ao R7, os moradores reclamaram que não poderiam reconstruir as casas destruídas porque estavam à espera do resultado do estudo há pelo menos dois meses.

O documento foi apresentado na quinta-feira (14), na subprefeitura de Itaipava. De acordo com o Inea, as opções estabelecidas pelo governo estadual para as famílias que estão em áreas de exclusão são: reassentamento por meio de casas construídas pelo Estado; indenização, cujo valor será referente ao tamanho do imóvel; e a compra assistida, na qual a pessoa pode escolher o terreno.
A casa de três andares do comerciante Lairton Teixeira de Carvalho, 37 anos, entrou na nova faixa de exclusão do Inea. Ele, que vive no Buraco do Sapo, localidade do Vale do Cuiabá, desde que nasceu, disse que vai optar pela indenização desde que o valor oferecido seja compatível com o de seu imóvel.

- Minha casa vale mais de R$ 150 mil. Não vou deixar a minha a casa se oferta não compensar o dinheiro que investi durante anos.
O coordenador de Ações Emergenciais de Petrópolis, Luiz Eduardo Peixoto, afirmou que o município já se prepara para fazer a remoção dos moradores e os casos serão analisados separadamente.

- Vamos estudar caso a caso dentro das possibilidades estabelecidas pelo governo estadual.

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