Morte de Itamar: bandeiras ficam a meio mastro em Brasília em luto

 Senador morreu aos 81 anos neste sábado (2), em São Paulo, vítima de derrame cerebral


Bandeira meio mastro
José Cruz/ABr

 
As bandeiras do Palácio do Planalto, em Brasília, foram colocadas a meio mastro em luto oficial pela morte do senador e ex-presidente da República Itamar Franco. Ele morreu neste sábado (2), em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio para fazer tratamento contra leucemia.
O hospital informou que o ex-presidente morreu devido a um derrame na manhã de hoje. O velório ocorrerá em Minas Gerais – o corpo deve deixar o Hospital Albert Einstein amanhã (3), por volta das 7h30, e seguirá para o aeroporto de Congonhas, onde será embarcado com destino a Juiz de Fora.


O velório deve começar por voltas das 10h, na Câmara Municipal de Juiz de Fora, Minas Gerais. Na segunda-feira (4), por volta das 8h, o corpo seguirá para Belo Horizonte, onde também será velado no Palácio da Liberdade.
O corpo será cremado em Contagem, no mesmo dia. A família de Itamar Franco não quis a realização de velório em Brasília.
Itamar, que era vice de Fernando Collor e assumiu a presidência em 1992, após a saída do titular, governou o país até 1994. Foi durante sua administração que se concebeu o Plano Real, que estabilizou a economia, controlou a inflação e lançou uma nova moeda para o país, o Real.

Também em sua gestão, durante o ano de 1993, foi realizado um plebiscito sobre a forma de governo adotada pelo Brasil. Na votação, prevaleceu o presidencialismo.

Antes de chegar ao Palácio do Planalto, Itamar havia sido senador por Minas Gerais por três mandatos. Além disso, governou o Estado entre 1999 e 2003.

Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), foi nomeado embaixador do Brasil em Roma.

O senador, formado em engenharia civil, iniciou a carreira política em 1958, quando se filiou ao PTB. Itamar nasceu a bordo de um navio próximo à costa do Estado da Bahia, foi registrado em Salvador e passou a maior parte de sua vida na cidade de Juiz de Fora (MG) no dia 28 de junho de 1930.

Para se tratar da leucemia, ele havia pedido licença de suas atividades parlamentares.

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