Papo de Samba?

Este tocador de violão que vos fala,
 meu sobrinho Iandê e meu irmão Chico Gileno,
cantor e compositor, em reunião familiar

James Jefferson e suas baianidades


Este ano de 2011 é o limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular, e não se vê qualquer movimento na rede municipal de ensino de Cabo Frio, para o cumprimento da Lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008 pelo presidente Lula e publicada no Diario Oficial da União.

O ensino da música não é como antigamente, e fazia parte do curriculum das escolas, e quando aprendi as notas musicais e canto orfeônico. Daí passei a prática de um instrumento, o violão, porque era terminantemente proibido de soprar o saxofone do meu pai,  músico da banda marcial da cidade. Ele receava que eu estragasse a palheta do seu sax, o que me fez optar pelo violão, e isto me serviu até o vestibular na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia.

Tenho um sobrinho que prestou vestibular na UFES, e ele me contou que a exigência é que o candidato saiba tocar um instrumento, e as noções musicais serão aprendidas ao longo do curso. Atualmente o MEC recomenda que além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons dos instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecer a diversidade cultural do Brasil.

De acordo com a diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical, (ABEM), “A música contribui para a formação integral do indivíduo, reverencia os valores culturais, difunde o senso estético, promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação, e auxilia o desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos”. Sonia acrescenta que “ao entrar em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psiquico são acionadas, e a criança expressa emoções que não consegue expressar com palavras”.

Para completar, é importante observar a quantidade de novos talentos que surgem a cada dia, o  que transforma Cabo Frio num grande celeiro de músicos, mas infelizmente sem o apoio governamental, pois suas excelências preferem contratar “famosos”, que fazem sucesso no Domingão do Faustão, com shows superfaturados, pois é o que mais interessa.

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