Professores e profissionais de educação decidem continuar greve

Decisão foi tomada hoje durante assembleia



Sérgio Vieira / R7
Professores em greve 
Profissionais estão em campanha salarial e pedem melhores condições de trabalho


Cerca de 1.500 profissionais de educação das escolas estaduais decidiram em assembleia na tarde desta sexta-feira (15) continuar a greve, que começou no dia 7 de junho. Os professores também decidiram continuar acampada em frente a sede da Secretaria Estadual de Educação, no centro do Rio de Janeiro. A categoria rejeitou as propostas do governo feitas na quinta-feira (14). 
 
A intenção dos manifestantes é permanecer acampados até a próxima assembleia, que acontecerá no dia 3 de agosto. Este prazo é devido ao recesso nas escolas estaduais em julho. Até a próxima assembleia, ocorrerão dois conselhos ampliados da direção, que vão avaliar o andamento das possíveis negociações com o governo estadual.

Proposta do governo

O governo mostrou as propostas para os profissionais da educação durante uma reunião entre representantes dos professores e profissionais da educação com o secretário de Educação, Wilson Risolia, o secretário de Planejamento, Sérgio Ruy, o secretário de Governo, Wilson Barros, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Paulo Ramos (PMDB) e mais dez deputados. 

Segundo o presidente da Alerj, o governo enviará para Câmara após o fim do recesso da casa, no dia 1º de agosto, a proposta que já havia sido anunciada pelo secretário de Educação. O governo antecipará para os professores mais uma parcela do programa Nova Escola, a de 2012 para 2011, e o descongelamento do salário dos funcionários técnico-administrativos. 

- Na primeira semana de agosto virá uma mensagem, como já anunciada pelo governo, da antecipação da parcela de 2012 da Nova Escola, pra ser paga já retroativa a julho deste ano, e também conseguimos o compromisso, que é de uma luta histórica, uma luta antiga do segmento, do descongelamento salarial do pessoal administrativo da secretaria de Educação, com um percentual que está sendo discutido. 

Uma das coordenadoras do Sepe, Maria Beatriz Lugao, disse que os profissionais de educação esperam um índice do possível reajuste salarial. 

- É complicado. A gente colocou que enquanto não houver o percentual de reajuste nós não temos coisas mais palpáveis para visualizar uma suspensão do movimento. 

Exigência pelo fim da greve

A Secretaria de Estado de Educação informou que nesta sexta-feira 542 professores faltaram às atividades. Isso representa cerca de 1% do total de docentes em sala de aula. A secretaria esclarece, ainda, que fez todos os esforços para atender às reivindicações dos grevistas.


Foi acertado que haveria a antecipação de mais uma parcela do programa Nova Escola, de 2012 para 2011, para os professores da rede. Já os funcionários técnico-administrativos receberiam todas as parcelas restantes do programa, além do descongelamento da carreira. Também ficou acertado que seria apresentado à Alerj um estudo sobre o reajuste salarial para a categoria. Este último item está condicionado ao fim imediato da greve, ponto que até o momento não foi atendido pelos sindicalistas afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia.
 
- Nós avançamos em todos os itens da pauta.  Isso tudo além do auxílio-transporte, do auxílio-qualificação, da formação continuada dos professores e da resolução de pendências antigas, como o enquadramento por formação. A única exigência nossa foi o fim da greve, item que o sindicato não atendeu. Isso demonstra, de fato, quem realmente não quer negociar.

Comentários