Aposentados prometem passeatas contra veto de Dilma ao aumento real de benefício

Cerca de 9 milhões de pessoas serão prejudicados e terão reajuste com base na inflação
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Após a presidente Dilma Rousseff restringir, nesta segunda-feira (15), o aumento das aposentadorias apenas à correção da inflação oficial, os aposentados e pensionistas brasileiros prometem se reunir e organizar passeatas e manifestações em todos os Estados para protestar contra a decisão. Cerca de 9 milhões de brasileiros, que recebem o benefício acima do salário mínimo, serão prejudicados pela medida.

A Copab (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) divulgou uma nota em seu site por meio da qual convocou todos os aposentados e pensionistas, que se sentiram “lesados com a política atual que ignora o segmento”, a cobrar seus parlamentares, por meio de “cartas, e-mails e visitas, um posicionamento em relação a essa pouca vergonha”. Warley Martins Gonçalles, presidente da entidade, afirmou que a entidade vai se encontrar para programar manifestações pelo Brasil.

- Vamos ter uma reunião em 1º de setembro com toda a federação para decidir o que vamos fazer daqui para frente porque agora ficamos sem nada. Quando estava na LDO, tínhamos uma esperança de discutir com o Ministério da Previdência. Agora é movimento de rua, ou seja, passeatas e manifestações. É a volta dos caras enrugadas na rua. 
Nesta segunda-feira, O Diário Oficial da União trouxe um veto da presidenta Dilma a um artigo da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que assegurava recursos para os reajustes reais - superiores à inflação - dos benefícios da Previdência Social. De acordo com o governo, é impossível garantir os recursos necessários se os percentuais dos reajustes das aposentadorias e pensões ainda não foram definidos.
No ano passado, o presidente Luis Inácio Lula da Silva autorizou reajuste de 7,72% para a categoria, enquanto a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), fechou em 5,91%. 
Isso quer dizer que os aposentados e pensionistas ganharam uma grana extra do governo, mas, neste ano, o indicador está em apenas 4,04% (até julho). A medida desagradou o presidente da Copab, Warley Martins Gonçalles. 
- Em 2012, o salário mínimo vai subir 14,5% e para nós será só a inflação, que está hoje em 4,5%. O que nós queremos é o aumento das aposentadorias no mesmo patamar do salário mínimo. 
De acordo com a Copab, quase 9 milhões de aposentados e pensionistas ganham acima do salário mínimo e estão sendo prejudicados. No entanto, segundo Gonçalles, quem recebe R$ 545 da Previdência por ficar tranquilo que terá um reajuste maior. 
- Quem ganha o mínimo vai ter aumento de quase 15% porque acompanha o valor definido pelo governo.

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