Bancos podem cortar mais de 100 mil vagas


Jamil Chade

GENEBRA

Os maiores bancos voltam a sofrer com a crise, recorrem a empréstimos para manter a liquidez de suas operações e promovem demissões para tentar reequilibrar suas contas. Em 2011, as projeções apontam que mais de 100 mil pessoas serão demitidas no setor financeiro internacional, no que promete ser o pior ano para os bancos desde a quebra do Lehman Brothers em 2008. Nesta semana, as ações dos bancos sofreram as maiores perdas em três anos.
Nos últimos dias, outro sinal preocupante foi registrado. O Banco Central Europeu indicou que emprestou em menos de uma semana 7,7 bilhões a mais para aos bancos comerciais europeus para garantir sua liquidez.
Nem mesmo os bancos suíços, conhecidos por sua estabilidade, foram poupados. No caso do UBS, os planos apontam para uma redução de 5 mil trabalhadores - quase 10% do total de pessoal - para permitir uma economia anual de US$ 1,2 bilhão. Ontem, as ações do Credit Suisse chegaram a um valor inferior ao que foi registrado nos dias da quebra do Lehman Brothers.
Segundo estudo da Bloomberg Industries, os 50 maiores bancos do mundo já demitiram 60 mil pessoas desde o início do ano. Pelo planejamento anunciado, cortarão mais 50 mil. Os maiores cortes estão no HSBC (30 mil) e Bank of America (35 mil). Só o ano de 2008 foi mais difícil para o setor, com 192 mil pontos de trabalho eliminados nos bancos. 

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