Em São Gonçalo, promotor que atuava com juíza morta é transferido


Ministério Público não informou o motivo da transferência e nem o destino dele

O promotor Paulo Roberto Cunha Júnior, responsável por grande parte das denúncias julgadas pela juíza Patícia Acioli, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, será transferido. A decisão foi publicada no Diário Oficial da última segunda-feira (22), de acordo com o Ministério Público.


Ainda de acordo com o MP, ainda não se sabe onde o promotor vai atuar e nem quem será o seu substituto em São Gonçalo. O motivo da transferência também não foi informado.
Especula-se, no entanto, que a transferência tenha ocorrido por motivo de segurança, já que o nome de Paulo Roberto Cunha Júnior também integrava uma lista apreendida pela polícia com um grupo de extermínio de São Gonçalo, assim como o de Patrícia Acioli.
A magistrada foi morta com 21 tiros no último dia 12, quando chegava em casa, em Piratininga, em Niterói, na região metropolitana do Rio. As armas usadas no crime são de calibre 40 e 45, de uso restrito das polícias civil e militar e das Forças Armadas, respectivamente.
A munição usada para matar a juíza pertenceria a um lote de 10 mil unidades que seriam destinadas a três batalhões da PM, entre eles o Batalhão de Alcântara (7º BPM), responsável pelo policiamento em São Gonçalo. Na última segunda-feira (22), o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, disse ter certeza da participação de PMs no crime.

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