Greve de professores completa 55 dias


Profissionais continuam acampados na rua da Ajuda, no centro

Sérgio Veira / R7
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Intenção dos manifestantes é permanecer no local até a reunião com o secretário de Educação .


A greve dos professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro completa 55 dias nesta segunda-feira (1º). Apesar de a paralisação não atingir toda a rede estadual, muitos alunos que deveriam retornar às aulas neste primeiro dia após o recesso das férias de julho, vão ficar sem estudar. Cerca de 542 profissionais não estão trabalhando. Segundo Danilo Serafim, coordenador do Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio), na próxima quarta-feira (3), haverá uma assembleia geral para definir os novos rumos da greve. 

- Nós vamos fazer um conselho deliberativo amanhã [terça-feira], às 18h, no Sepe, e uma assembleia geral na quarta-feira, na Fundição Progresso, para definir como vai ficar a nossa situação. 

Segundo Serafim, cerca de cem professores continuam acampados na rua da Ajuda, no centro da capital fluminense. 

Exigência pelo fim da greve 

A Secretaria de Estado de Educação informou que a greve atinge apenas 1% do total de docentes em sala de aula. A secretaria esclarece, ainda, que fez todos os esforços para atender às reivindicações dos grevistas. 


Foi acertado que haveria a antecipação de mais uma parcela do programa Nova Escola, de 2012 para 2011, para os professores da rede. Já os funcionários técnico-administrativos receberiam todas as parcelas restantes do programa, além do descongelamento da carreira. Também ficou acertado que seria apresentado à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) um estudo sobre o reajuste salarial para a categoria. Este último item está condicionado ao fim imediato da greve. 

Segundo o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, o governo enviará para a Câmara após o fim do recesso da casa, nesta segunda-feira, a proposta que já havia sido anunciada pelo secretário de Educação. O governo antecipará para os professores mais uma parcela do programa Nova Escola, a de 2012 para 2011, e o descongelamento do salário dos funcionários técnico-administrativos. 

Os professores pedem um reajuste salarial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova Escola, já que no projeto inicial os benefícios seriam incluídos aos poucos até o ano de 2015, e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativo.

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