James Jefferson e suas baianidades

Papo de Samba?


Para quem não é do ramo e não conhece a história, o ex-jogador de futebol, Sócrates, irmão do Raí, se destacou no Corinthians, clube que defendeu de 1978 até 1984, passou por Botafogo-SP, Flamengo e Santos, no Brasil, e Fiorentina, na Itália, também foi treinador da nossa Cabofriense, fato que enobrece e acrescenta tanto para a nossa cidade, quanto para ele, que atua hoje como médico, colunista da revista Carta Capital e comentarista do programa Cartão Verde, da TV Cultura.


Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. O nome é grande e diferente, como foi o seu futebol. O paraense foi, sem dúvida, um dos mais cerebrais jogadores brasileiros de todos os tempos, dentro e fora de campo, e foi o criador de movimento inesquecível, como a Democracia Corintiana.


Como médico, sua verdadeira vocação, nunca foi exemplo de desportista, como foram também, Garrincha no Botafogo, Almir, no Vasco, ou mesmo Roberto Rebouças, grande zagueiro do meu querido Esporte Clube Bahia. Fumava, bebia, não suportava concentração, tinha pé pequeno (41) em relação à altura (1,91m) e ainda fazia Medicina ao mesmo tempo em que jogava bola.


No dia da apresentação da celebridade aqui na cidade, a cerimônia durou pouco tempo, e fomos abduzidos pela Cyra Queiroz, no meu bugre voador até a mansão de Vicente Soffientini, no Portinho, aniversariante do dia.


Entre o churrasco e a cerveja que rolaram até o amanhecer de um novo dia, o meu violão foi disputado por mim, por ele, e por Jero, que tocou música composta em parceria com Alair Corrêa, tudo na mais completa harmonia, como determina a boa conduta entre as pessoas de boa fé, ao padroeiro, São Risal. O repertório foi um passeio entre o sertanejo de Milionário & Zé Rico, o samba de Chico Buarque, que ele sabia todos, canções de Altemar Dutra, Anisio Silva, Ataulfo Alves e outros que as memórias lembraram.
Violão   Dicas para Aprender Tocar Fácil e Rápido, Vídeos Aulas Grátis tocar violao
Passada a ressaca, e dias depois, conhecedor das nossas tendências etílico-musicais, Edinho Ferrô me procurou para propor uma reunião com o mesmo propósito. Edinho é radialista desportivo e conhece bem a história de Sócrates quanto a deste escrevinhador e pretendia para honrar a casa cabofriense, como se diz, juntar a fome com a vontade de comer, ou no caso específico, a sede com a vontade de beber, logicamente com a presença luxuosa de um violão, ao que esclareci: a questão já estava resolvida.

Comentários