Justiça do Rio já tem lista de PMs julgados por juíza assassinada que deixarão São Gonçalo


Presidente do TJ-RJ pediu a transferência dos agentes para outros batalhões no Estado

Carlyle Jr. / R7
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De braços dados, juízes fizeram homenagem à juíza morta

O presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), Manoel Alberto Rebelo, disse que já tem a lista com os nomes dos policiais militares do Batalhão de São Gonçalo que serão transferidos para outros batalhões no Estado. Rebelo pediu a transferência dos PMs que são réus em processos da 4ª Vara Criminal do município, onde a juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros há uma semana, em Niterói, região metropolitana do Rio, era titular. Conhecida por sua atuação rigorosa, a magistrada assassinada tinha um histórico de condenações contra policiais.
Patrícia estava organizando uma força-tarefa para investigar crimes cometidos por policiais militares envolvidos com milícias em conjunto com a Corregedoria da PM e promotores do Ministério Público. O presidente do TJ não informou quantos PMs serão remanejados e nem quando entregará a lista à Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Na quinta-feira (18), Rebelo participou da missa de sétimo dia em memória à juíza Patrícia Acioli. A cerimônia também contou com a presença de juízes federais e estaduais, funcionários do TJ e representantes de associações de magistrados de vários Estados.
Um minuto de silêncio
Antes da missa, a AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) e a Amaerj (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) organizaram um minuto de silêncio em homenagem a juíza. De braços dados, os magistrados caminharam em volta da sede do TJ, no centro do Rio, para mostrar que o Poder Judiciário está unido no combate ao crime organizado.
A homenagem foi repetida em vários Estados e contou ainda com a adesão da presidente Dilma Rousseff, STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça), CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e associações de magistrados da Argentina e Portugal.
Usando uma fita preta no paletó em sinal de luto, o presidente da Amaerj, Antonio Cesar Siqueira, disse que a luta em memória de Patrícia Acioli vai continuar até que se descubra e puna os assassinos da magistrada.
- A morte da Patrícia foi um ataque à democracia. Nós vamos continuar até descobrir quem matou e por que matou a Patrícia.

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