Na esteira da ‘faxina’ de Dilma, oposição quer levar cinco ministros ao Congresso


Intenção é que titulares dos Transportes, Cidades, Agricultura, Minas e Energia e Desenvolvimento Agrário deem respostas a denúncias veiculadas na mídia nas últimas semanas

    Eduardo Bresciani
    BRASÍLIA - A oposição retoma os trabalhos no Congresso após o recesso com uma ofensiva contra cinco ministros citados direta ou indiretamente em denúncias de corrupção. Foram apresentados na segunda-feira, 1º, pedidos de convocação de Paulo Sérgio Passos (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Mário Negromonte (Cidades), Edison Lobão (Minas e Energia) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário).


    O governo, que até então blindava as convocações de autoridades, está disposto a mudar de estratégia. O entendimento do Planalto é de que a presença dos ministros pode enfraquecer outras iniciativas da oposição, como a tentativa de instalar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para apurar denúncias que envolvem ministérios da presidente Dilma Rousseff.
    Diante da fila de ministros com explicação por fornecer, o líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), disse haver a impressão de que há um "mar de lama" na Esplanada. A oposição tenta ainda instalar uma CPI dos Transportes e diz precisar de só mais quatro assinaturas.
    O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que serão aprovados requerimentos nas comissões desde que tenham a ver com a área de atuação dos ministros, e que seriam convites, não convocações.
    "Se for convite para uma discussão para esclarecer as coisas, nós somos favoráveis. Nós não vamos colocar nenhuma dificuldade para fazer convite a nenhum ministro."
    A nova estratégia governista se ampara no exemplo da convocação de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ele deu dois longos depoimentos no Congresso e não enfrentou maiores problemas para responder aos questionamentos da oposição, na visão dos aliados.

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