Notas novas de R$ 100 já são as mais falsificadas


Lançadas com mais mecanismos de segurança, dá para evitar ter prejuízo com essas cédulas

Cinco meses depois de O DIA ter alertado para ação de quadrilha especializada em falsificação de cédulas de real que inundava o comércio da Baixada Fluminense com notas falsas de alto valor, estatísticas do Banco Central apontam que as novas cédulas de R$ 100 já são as mais falsificadas em todo o País. Apesar de terem sido feitas para dificultar a ação de fraudadores, de janeiro a julho deste ano, foi apreendida uma nota falsa de R$ 100 para cada grupo de quase 4.500 verdadeiras. Com as notas de R$ 100 antigas, a relação era de uma nota falsa para quase nove mil em circulação.



Quem segue orientações do Banco Central (BC) e verifica cada nota que recebe evita cair nesse golpe. Um dos principais cuidados ao receber cédulas de maior valor é verificar se elas têm o fio de segurança, uma tarja preta e fina, que se enxerga no contraluz. Ao observá-la dessa maneira, é aconselhável ver também se há a marca d’água. Nas notas de R$ 100 e, também nas de R$ 50, essa marca é a figura da República (confira acima todas as orientações).

R$ 1.200 EM NOTAS FALSAS

Eliane Paiva, de 24 anos, há sete anos no comércio como caixa no Centro do Rio, verifica todas as notas que recebe. “Confiro se tem alguma diferença no papel da nota, nas marcas de alto relevo”, conta.

Ela está certa. No domingo, agentes da Polícia Rodoviária Federal prenderam em Itaboraí dois motoqueiros com R$ 1.200 em notas de R$ 100 falsas. Eles foram flagrados tentando pagar despesas em posto de gasolina. Em São Paulo, idoso foi preso com 26 notas falsas de R$ 50.

Restrição ao crédito traz de volta o pré-datado e calote volta a subir
O total de cheques devolvidos por falta de fundos voltou a crescer em julho. Segundo a consultoria especializada Serasa Experian, 1,99% dos cheques compensados foram sem fundos em julho no País, contra 1,93% em junho. Em julho de 2010, por sua vez,o calote era bem menor: 1,74% de devoluções.
No mesmo sentido, de janeiro a julho deste ano, o percentual de cheques sem fundos foi de 1,94%, ante 1,86% verificados em igual período de 2010. “O aumento da incidência de cheques devolvidos por falta de fundos em julho frente a junho decorre das vendas parceladas com cheque pré-datado no Dia dos Namorados”, apontam os economistas da Serasa Experian.Para eles, os juros altos, em razão da política monetária restritiva para controle da inflação, estimularam a volta dos parcelamentos no pré-datado.
A entidade explica ainda que as datas comemorativas do varejo neste ano tiveram bom desempenho de vendas, por isso houve também um uso mais intensivo de cheques, elevando esse tipo de calote.

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