Os destaques dos principais jornais deste sábado

O Globo



Manchete: 21 tiros na Justiça


Juíza executada em Niterói tinha mandado 60 PMs para a prisão

Pela primeira vez no Rio, uma magistrada que atuava na área criminal e combatia o crime organizado foi executada anteontem à noite por homens encapuzados, que estavam de tocaia. Patrícia Acioli, de 47 anos, era juíza da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde ficou conhecida por ser linha-dura contra policiais de grupos de extermínio e outras máfias que dominam há décadas aquela região. Patrícia condenou à prisão mais de 60 PMs. Os 21 tiros que mataram a juíza provocaram reação imediata do Poder Judiciário e de entidades da sociedade civil. Os matadores usaram pistolas calibres 40 e 45, de uso restrito da PM e das Forças Armadas. A polícia não afasta nenhuma hipótese para o crime. (Págs. 1, 16 a 24 e editorial “Assassinato agride o estado de direito”)



Relações perigosas com policiais

Durante anos, a juíza Patrícia Acioli se relacionou com o cabo PM Marcelo Poubel, com quem rompeu certa vez porque, segundo contou à Corregedoria da PM, ele passara a defender colegas de farda que ela condenava. Uma sindicância investigava denúncias de que Poubel a agrediu após encontrar a ex-companheira namorando um agente penitenciário, relata Chico Otavio. O PM, no entanto, voltou a namorar a juíza, de quem era um segurança informal. (Págs. 1 e 18)


Rio tem 13 magistrados sob proteção policial

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou ontem que no Estado do Rio 13 magistrados (sete desembargadores e seis juízes) foram alvos de ameaça de morte e têm escolta policial. No país, já somam cem os juizes em situação de risco. (Págs. 1 e 23)

Muito além das algemas - Fotos de presos provocam dura reação

Planalto e aliados dizem que vazamento é inaceitável; Cardozo pede investigação ao CNJ



A publicação de fotos de seis presos na Operação Voucher, incluindo o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, e do ex-deputado Colbert Martins, causou forte reação em Brasília. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ao STF que o Conselho Nacional de Justiça investigue o vazamento, que teria sido feito pela Polícia Civil do Amapá. A presidente Dilma discutiu o assunto com Cardozo. O Planalto considerou inaceitável a divulgação das fotos num jornal do Amapá. Aliados e advogados dos acusados também protestaram. Ontem, a Justiça Federal mandou soltar 16 presos. Oito deverão pagar fianças de R$ 109 mil a 163,5 mil, como prevê a legislação sancionada em maio, que mudou o Código Penal. Costa não poderá reassumir o cargo. (Págs. 1 e 3 a 11)

‘Ativos à prova de idiotas’

Após ter perdido R$ 5,2 bi só este mês com a queda de suas ações nas bolsas, Eike Batista acredita que o Brasil está em boa posição para enfrentar a crise e diz que seus ativos são à prova de idiotas. (Págs. 1 e 31)



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Folha de S. Paulo



Manchete: 'É pro governo, joga o valor vezes três', diz foragido

Escuta da PF mostra empresário ligado ao Turismo orientando seu interlocutor a superfaturar contratos



Conversas telefônicas interceptadas pela PF mostram suspeitos de desviar recursos do Ministério do Turismo discutindo como superfaturar e até falsificar documentos em licitações. “Superfaturamento sempre existiu”, conta o empresário Humberto Silva Gomes.

Agora foragido, ele relata ao interlocutor que em Brasília corre a máxima: “Ah, é pro governo, joga o valor pra três, tudo vezes três”. Em outro diálogo, Sandro Saad, diretor do Ibrasi, pergunta se irão “falsificar os outros [concorrentes] ou tentar compor o jogo?”. (Pág. 1 e Poder, pág. A4)

Fotos de presos vazam, e Dilma considera caso “inaceitável”

O vazamento de fotos dos presos fichados sem camisa no Amapá provocou polêmica e irritação no governo.



Para o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, o fato é “grave violação à dignidade dos presos”. A presidente Dilma Rousseff considerou o vazamento “inaceitável”.

Foto-legenda: Fotos vazadas mostram suspeitos presos pela PF no Amapá (Pág. 1)

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) anunciou que vai investigar o caso. (Pág. 1 e Poder, pág. A8)

Lula declara que detidos não são ‘bandido qualquer’. (Pág. 1 e Poder, pág. A8)


Juíza linha-dura é morta com 21 tiros em Niterói

A juíza Patrícia Lourival Acioli, 47, foi assassinada anteontem à noite com 21 tiros em frente à sua casa em Niterói (RJ). Conhecida pelo rigor ao condenar policiais, ela recebia ameaças havia ao menos nove anos, mas não estava escoltada.



A polícia investiga a participação de milícias, grupos de extermínio, máfias de vans e crime passional. No início do ano, o nome da juíza estava em lista de 12 pessoas marcadas para morrer encontrada com preso em Guarapari (ES). (Pág. 1 e Cotidiano, pág. C1)

Foto-legenda: Policial observa o corpo da juíza ao lado de seu carro, no bairro Piratininga, em Niterói (Pág. 1)

Análise: Joaquim Falcão 

Magistrados estão em perigo e, sem justiça ágil e rigorosa, o problema se agrava. (Pág. 1 e Cotidiano, pág. C4)

Chefe do Exército não é investigado, diz Procuradoria

A Procuradoria-Geral da Justiça Militar afirma que o comandante do Exército, Enzo Martins Peri, “não é alvo de investigação”, porque a instituição não tem essa competência. Reportagem no dia 9 informou que o general era investigado por supostas irregularidades em obras da Força. (Pág. 1 e Poder, A14)

Mundo

Bovespa sobe 0,24% e fecha a semana em alta de 0,99%. (Págs. 1 e Mundo A18)

Editoriais

Leia “A saúde das empresas”, sobre os efeitos da crise nas companhias brasileiras, e “Muito além do Rio”, acerca dos recentes episódios de violência. (Pág. 1 e Opinião, A2)

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O Estado de S. Paulo



Manchete: Juíza é assassinada no Rio; outros 69 estão ameaçados

Linha dura contra milícias, Patrícia Acioli levou 21 tiros; magistrados reclamam de insegurança em todo o País


Uma juíza foi assassinada ontem com 21 tiros ao ser cercada em seu carro, quando chegava em casa, em Niterói (RJ). Patrícia Lourival Acioli, de 47 anos, era conhecida por atuar de forma rigorosa contra policiais envolvidos com milícias, grupos de extermínio e máfias de vans, combustível e caça-níquel, além de traficantes e bicheiros. O caso expôs a insegurança de juízes que lidam com o crime organizado –uma lista da Corregedoria Nacional de Justiça relaciona 69 magistrados sob risco no País. Patrícia contou com escolta policial entre 2002 e 2007, mas, quando soube que a proteção seria reduzida a apenas um PM, irritou-se e preferiu abrir mão dela. “Não há segurança nenhuma”, disse o juiz titular da lª Vara Criminal do Rio, Fábio Uchôa. Na Bahia, os magistrados temem ser mortos dentro do próprio tribunal. (Pág. 1 e Cidades Cl e C3 a C5)


Política de segurança do Estado entra em xeque

O assassinato da juíza Patrícia Acioli ocorre em um momento difícil para a política de segurança do Rio, que voltou a conviver com crimes de grande repercussão – como o sequestro de um ônibus, na terça. (Pág. 1 e Cidades C1 e C4)

Fotos de presos pela PF geram crise

Um jornal do Amapá publicou fotos dos presos pela Operação Voucher, da Polícia Federal, sem camisa no momento da identificação. Suspeitos de participar de esquema no Turismo, eles já haviam aparecido algemados, o que provocou críticas sobre suposto abuso da PF. Advogados e juízes consideraram as imagens ofensivas à dignidade dos presos. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cobrou providências no caso. (Pág. 1 e Nacional A4)

Universitário do Maranhão é o que lê menos

Levantamento feito pelo Estado, com base em dados da Andifes, mapeou cenários regionais em relação aos hábitos de estudantes de universidades federais. Na Federal do Maranhão, 23,24% não leem sequer um livro num ano. A Federal de Ouro Preto lidera no quesito bebida: 29,18% dos universitários bebem, ante 14% da média nacional. (Pág. 1 e Vida A20)

Pressionada, Itália anuncia corte de gastos de € 45,5 bi

A Itália anunciou um pacote de corte de gastos de € 45,5 bilhões. O programa prevê acabar com 1,5 mil prefeituras, instituir impostos sobre fortunas, fazer privatizações e cancelar feriados. O projeto abriu uma grave crise política no país e pode ameaçar o governo de Silvio Berlusconi. A oposição protesta e diz que o pacote é exigência do Banco Central Europeu. (Pág. 1 e Economia B1)




1% na semana é a valorização da Bovespa, mesmo com a crise das bolsas. (Pág.1)

Além de fome e guerra, cólera atinge Somália

Uma epidemia de cólera está se espalhando pela Somália, devastada por fome e guerra civil. Segundo a Organização Mundial da Saúde, há milhares de infectados entre refugiados que foram para a capital, Mogadíscio, em busca de água e comida. Só o hospital da cidade registrou mais de 4 mil casos de diarreia aguda, sobretudo em crianças menores de 5 anos. (Pág. 1 e Internacional A18)

Celso Ming

Etanol sob ameaça



O governo Dilma carrega o risco de ser responsabilizado pelo esvaziamento do Programa do Álcool, um dos maiores sucessos da economia. (Pág. 1 e Economia, pág. B2)

Notas & Informações

A base desensarilha as armas



Não sendo Dilma um Lula e tendo os políticos farejado sangue, começaram as chantagens. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense



Manchete: O dia em que o crime fuzilou a Justiça...

Foram 21 tiros à queima-roupa, um filho inconsolável (E) e um país perplexo. Se nem uma juíza como Patrícia Acioli está segura, como devem se sentir os outros 190 milhões de brasileiros? Conhecida pela atuação contra grupos de extermínio no Rio de Janeiro, a magistrada de 47 anos era o terror de bandidos e de policiais que integravam milícias. Já havia posto atrás das grades 60 milicianos e um bicheiro. Mas, apesar das ameaças de morte que recebia, não contava com escolta da polícia. A falta de segurança foi fatal. Dois homens numa moto a emboscaram e a executaram na madrugada de ontem quando ela chegava em casa em Niterói. (Págs. 1, 8 e 9)

... O ministro não viu a corrupção...

No dia em que a Polícia Federal prendeu 35 acusados de formar quadrilha para roubar dinheiro do Turismo, o ministro Pedro Novais jurou que não sabia de nada. Mas não foi por falta de aviso: documento a que o Correio teve acesso mostra que, pelo menos 47 dias antes da operação da PF, o TCU alertou o gabinete dele sobre irregularidades em dois convênios firmados com o Ibrasi, um dos braços do esquema. Em resposta ao tribunal, o ministério rebateu as suspeitas e sustentou que o instituto tinha qualificação para tocar os contratos. A ação da PF provou o contrário. Ontem, Novais alegou que também não sabia do alerta do TCU. (Págs. 1 e 2 a 4)

... E um fora da lei atropelou a vida

Ser flagrado cinco vezes ao volante sob efeito de álcool e ter a carteira cassada com base na lei seca não foram motivos suficientes para Gustavo Henrique Bittencourt Silva, de 26 anos, respeitar a Justiça. Novamente embalado por bebidas, segundo a polícia, ele dirigia seu carro e provocou o acidente que matou Marcos André Torres, 37 anos, no Buraco do Tatu. “É um condutor incorrigível”, avaliou o diretor-geral do Detran, José Alves Bezerra. Gustavo (camisa listrada, à direita) foi preso, mas pagou R$ 5 mil de fiança e está livre. Marcos André deixa dois filhos. (Págs. 1 e 28)

Concurso: Menos vagas nos editais

Obrigados pelo STF a nomear todos os aprovados em concursos, os órgãos públicos podem optar por reduzir o número de cargos ofertados nas seleções. (Págs. 1 e 16)

Terracap: Ex-diretores em apuros

Procuradoria do GDF investiga o acordo judicial que resultou numa indenização trabalhista de R$ 41,6 milhões a 99 servidores da empresa. (Págs. 1 e 25)

Saúde: Hoje é dia de vacinar seu filho

A imunização contra o sarampo, em crianças de um a seis anos, será aplicada no mesmo dia da campanha contra a paralisia infantil. São 308 postos no DF. (Págs. 1 e 32)

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Estado de Minas



Manchete: Táxi - Artigo de luxo em BH

- Procura cresce com as blitzes da Lei Seca e tempo médio para conseguir um carro por telefone sobe de 12 para 30 minutos.



- Até o fim do ano serão criados pontos nas regiões de bares e restaurantes para facilitar acesso e reduzir prazo de espera.

- Serão implantados 300 táxis especiais, com mais conforto e mesma tarifa, freios ABS e airbag, entre outros equipamentos. (Págs. 1 e 19)

Juíza é morta com 21 tiros e há outros 100 na mira

A juíza Patrícia Acioli, de 47 anos, que decretou a prisão de 45 acusados de integrar máfia de transporte clandestino, foi executada ao chegar em casa, em Niterói (RJ). Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), país tem pelo menos 100 magistrados ameaçados de morte. (Págs. 1 e 10)

Turismo: Ministério foi alertado sobre convênio fraudado

Pedro Novais, chefe da pasta, recebeu parecer do TCU que apontava irregularidades envolvendo ONG antes da operação da PF. Emendas movimentam milhões em Minas. (Págs. 1, 3, 4 e Editorial na 8)

Incentivo: Minas terá pacote para a indústria

Governo estadual anunciará medidas para estimular empresas como complemento ao Plano Brasil Maior, da União. Ações ajudarão a fortalecer o mercado interno diante da crise financeira internacional. (Págs. 1, 11 e 12)

Golpe no INSS

PF estoura esquema que desviou R$ 4,2 mi na capital. (Págs. 1 e 13)

PAC da Copa

Planalto libera as oito obras previstas para BH. (Págs. 1 e 6)



Pensar Brasil: A morosidade que fere a democracia

Advogados, cientistas políticos e historiadores discutem desafios do Judiciário brasileiro, como a garantia de mais agilidade e o acesso à maioria da população. (Pág. 1)

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Jornal do Commercio



Manchete: Para garantir direito à vaga do concursado

Conheça os caminhos a serem tomados por quem passou em seleções públicas, após a decisão do STF que determina contratação de todos os aprovados. Primeiro passo é acionar o Ministério Público. (Pág. 1)





Juíza executada com 21 tiros no Rio de Janeiro (Pág. 1)



É dia de vacinar toda a criançada contra a pólio (Pág. 1)



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Zero Hora



Manchete: Juíza especializada no combate ao crime é executada no Rio

Patrícia Acioli, 47 anos, que na última década decretou a prisão de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio, foi morta em emboscada. (Págs. 1, 4 e 5)

Vazamento de fotos agrava crise política

Dilma reclama de exposição de presos e ministro manda apurar divulgação. (Págs. 1 e 8)

Editorial: A atualidade da mensagem do candango

Recados de homens que construíram Brasília pedem honestidade. (Págs. 1 e 16)

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