Professores do Rio rejeitam reajuste de 3,5% anunciado nesta segunda


Para sindicato, aumento deveria, no mínimo, repor a inflação do período

Sérgio Vieira / Arquivo R7
professores
Professores da rede estadual estão em greve há quase dois meses


O Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio) criticou o reajuste de 3,5% anunciado pela Secretaria Estadual de Educação nesta segunda-feira (1º), dia em que acaba o recesso escolar e os alunos voltam às aulas. Os professores da rede estadual estão em greve há quase dois meses. 
Para o Sepe, o reajuste é insuficiente porque está bem abaixo da inflação, que acumula variação de 6,7% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Daniel Serafim, coordenador do sindicato, afirma que o governo do estado tem condições de melhorar a proposta.
- Queremos no mínimo a reposição da inflação no período. 



Mariana Costa
De acordo com a secretaria, somando a antecipação do Nova Escola com o novo reajuste, o valor final real será de 13,02%. Desta forma, embora bem menor que os 26% reivindicados, o reajuste anunciado significa um aumento de R$ 99,70, passando assim de R$ 765,66 para R$ 865,36.

O reajuste anunciado pelo secretário Wilson Risolia ainda deverá passar pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio). Os professores tentam sensibilizar os deputados da oposição para que negociem um reajuste que no mínimo reponha as perdas com a inflação.

Grevistas serão descontados

O Sepe aguarda o julgamento de um recurso para tentar impedir que o governo desconte o salário dos grevistas. Enquanto isso não acontece, os professores que não se apresentarem ao trabalho serão descontados. As aulas perdidas terão que ser repostas. Caso a reposição não ocorra de acordo com calendário estipulado pela Secretaria, o servidor terá o desconto também retroativo. 

A Seeduc (Secretaria Estadual de Educação) ainda divulgará calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro. O cronograma de reposição será acompanhado pelas Diretorias Regionais Pedagógicas, pelos Inspetores Escolares e pelos IGTs (Integrantes do Grupo de Trabalho) nas unidades escolares.

Na próxima quarta-feira (3), os professores vão se reunir em uma assembleia na Fundição Progresso, na Lapa, para decidir os rumos do movimento.

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