Vítima de atropelamento causado por subsecretário tem morte cerebral, afirma irmão

A vítima em estado mais grave do atropelamento causado por Alexandre Felipe Mendes, subsecretário de Estado de Governo da Região Metropolitana, teve morte cerebral. A informação foi confirmada por Antonio Carlos, irmão de Ermílio Cosme Pereira, de 56 anos, que sofreu traumatismo crânio-encefálico e cervical. 
Segundo Antonio Carlos, a morte cerebral foi confirmada por um médico do Hospital Estadual Azevedo à sua irmã, Maria José. A Secretaria Estadual de Saúde não confirma a informação. 


Por volta de 23h30 de quinta-feira (25), pelo menos três pessoas foram atropeladas por Mendes, que voltava para casa em sua Pajero após um jantar com um amigo. Segundo relato de testemunhas, o subsecretário apresentava sinais de embriaguez e não prestou socorro às vítimas, versão contestada pelo advogado. 
Na tarde desta sexta-feira (26), o titular da Delegacia de Itaipu (81ª DP), Carlos Alexandre Leite Justiniano, afirmou que o subsecretário de Estado de Governo da Região Metropolitana, Alexandre Felipe Mendes, será indiciado por lesão corporal culposa caso a vítima em estado mais grave não falecesse. Do contrário, poderia indiciá-lo por homicídio culposo. 
- A princípio vou indiciá-lo por lesão corporal culposa, se a vítima mais grave se restabelecer. Se ela vier a falecer, posso indiciá-lo por homicídio culposo.


Secretário confirma ter tomado vinho

Durante depoimento, o subsecretário de Estado confirmou que havia tomado meia taça de vinho. No entanto, o exame de sangue para verificar a quantidade de álcool ingerida realizado pelo Posto Regional de Policia Técnico-Científica deu negativo para qualquer bebida alcoolica. 

Segundo o titular da 81ª DP, meia taça pode estar dentro do limite permitido por lei. Embora o valor não tenha sido divulgado, de acordo com a lei 11.705 (conhecida popularmente como Lei Seca), para alcançar o valor-limite, basta beber três latas de cerveja, o equivalente ao limite máximo aceito de 0,6 grama de álcool por litro de sangue. 

Segundo o advogado de Mendes, seu cliente “sequer conseguia sair do carro” porque ficou em estado de choque. Ele contou com a ajuda de um policial e deixou o local com um amigo, que o levaria para um hospital. Mas, ainda de acordo com a defesa, ele teria desistido de receber atendimento médico no meio do caminho. 

Na manhã desta sexta-feira (26), espontaneamente, Mendes e o advogado foram à 81ª DP prestar esclarecimentos. 

Em nota, o governo do Estado informou que apenas uma pessoa havia sido atropelada e lamentou o ocorrido, ressaltando ainda que "cabe ao secretário responder como todo cidadão comum".

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