Acordo com grevistas pode sair nesta quinta, diz presidente dos Correios


Representantes da empresa e dos trabalhadores estão reunidos em Brasília

Correios querem descontar dias parados, mas funcionários não aceitam.
Fábio Amato
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, disse que a empresa espera entrar em acordo para que a greve de seus funcionários termine ainda nesta quinta-feira (29). A paralisação começou no dia 14 de setembro.
Representantes da empresa e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), começaram nova reunião no início desta tarde após protesto dos grevistas que impediu a entrada de funcionários na sede dos Correios, em Brasília.
“A expectativa da empresa é que a greve acabe o quanto antes. É uma greve parcial, que tem a adesão de 23% dos funcionários”, disse Pinheiro durante entrevista no Ministério das Comunicações.
De acordo com o ele, o total de entregas atrasadas por conta da paralisação equivale hoje a cerca de quatro dias de trabalho. Para normalizar a entrega, a ideia é que os trabalhadores façam horas extras e também mutirões neste e no próximo final de semana.

Horas paradas
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o impasse nas negociações com os grevistas está concentrado no desconto dos dias parados, que os trabalhadores não aceitam.
Segundo o ministro, os Correios terão que descontar pelo menos seis dias dos trabalhadores e ofereceu, na reunião desta quarta-feira, fazer esse desconto de maneira parcelada . O restante dos dias, disse o ministro, poderia ser compensado com horas extras para regularizar as entregas atrasadas.
Bernardo afirmou que a Fentect aceitou a proposta da empresa de aumento real de R$ 80, a ser pago a partir de janeiro, além de um abono de R$ 500 que seria pago agora.

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