Bancários parados chegam a 19,3 mil, diz sindicato


Greve começou nesta terça-feira (27) e já parou 621 locais de trabalho


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Antonio Cruz/ABr
Os bancários pedem 5% de aumento real nos salários


A greve dos bancários iniciada nesta terça-feira (27) já parou 621 agências bancárias e centros administrativos. Estima-se que 19,3 mil trabalhadores participem das paralisações, revelou o balanço parcial feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Os bancários pedem maior participação nos lucros, contratação de mais empregados, melhores condições de trabalho e, principalmente, 5% de aumento real nos salários. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) oferece 0,37% de aumento real.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirmou que, "novamente, os donos dos bancos, que tanto ganham à custa dos brasileiros, forçaram a categoria a entrar em greve, diante da falta de resposta às principais necessidades dos trabalhadores".
Segundo ela, houve cinco reuniões com representantes dos bancos, que, em um primeiro momento, ofereceram 0,37% de aumento real para os trabalhadores. Depois, esse percentual subiu para 0,56%, o que desagradou aos funcionários.

- Os bancos podem pagar mais. O lucro líquido dos sete maiores do setor, descontadas todas as despesas, cresceu quase 20% nos primeiros seis meses deste ano, chegando aos R$ 26,5 bilhões. Mas além do reajuste salarial, os bancos estão devendo muito nas contratações e na melhoria das condições de trabalho e de segurança da categoria. Essa dívida é com os bancários e com toda a sociedade.
Na quarta-feira (28), a categoria se reúne novamente para definir os novos rumos da paralisação.
Os trabalhadores pedem reajuste real de 5%, vale-alimentação, vale-refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de um salário mínimo (R$ 545), PLR (participação nos lucros) de três salários mais R$ 4.500, piso salarial de R$ 2.297,51.
Segundo o Dieese, a remuneração média dos admitidos nas agências do Sudeste é de R$ 2.754,84. Em todas as outras, esses salários estavam entre R$ 1.589,38 (Norte) e R$ 1.983,93 (Sul).
Além disso, a categoria quer o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança nas agências, ampliação das contratações e combate às terceirizações.
As instituições financeiras oferecem reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real sobre o salário; PLR de 90% do salário, mais parcela fixa de R$ 1.186,66, limitado a 7.741,12 ou 2,2 salários, limitado a R$ 17.030; e PLR adicional de 2% do lucro líquido, dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 2.587. 

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